Entenda o que é Chainlink: a criptomoeda LINK, como acompanhar preços e muito mais

Símbolo de Chainlink para ilustrar o que é LINK

Quer saber o que é Chainlink? O que oferecemos aqui na Bitso, LINK, é o token de uma projeto chamado Chainlink. E a gente sempre fala por aqui o quanto é importante conhecer o projeto para poder avaliar uma criptomoeda, certo? Então, vamos falar sobre o que é Chainlink.

De forma direta, Chainlink é uma plataforma com lançamento oficial no ano de 2017, fundado por Sergey Nazarov (nome de destaque dentro do mercado de tecnologia blockchain). É uma rede oracle descentralizada que fornece dados off-blockchain e informações de API para smart contracts executados em blockchains. 

Direto demais? Não se assuste com a definição técnica, vamos trazer pro português o que é Chainlink.

De maneira mais simples, trata-se de uma plataforma de blockchain desenvolvida para facilitar e garantir maior segurança nas operações autenticação em contratos inteligentes realizadas, principalmente no caso de empresas, preenchendo uma lacuna que até então havia nesse tipo de operação.

Na definição do que é Chainlink, pode-se fazer uso de uma metáfora, a partir da comparação com uma ponte. O próprio termo “Chainlink” fornece uma descrição prévia, dado que, em tradução livre, significa algo como “elo de corrente”. 

Seguindo o mesmo propósito de uma ponte segura, que aproxima e interliga pessoas, o Chainlink faz a conexão do fluxo de dados e informações do “mundo real” (mundo fora do blockchain, também chamado de off-blockchain) ao mundo do blockchain (local onde o smart contract é executado). 

Na figura logo abaixo, é possível observar de maneira simplificada o funcionamento do Chainlink, como uma ponte entre o mundo real e o blockchain.

Desse modo, diferentes tipos de empresas e negócios podem usar a estrutura oferecida pela plataforma Chainlink como local para registrar transações em várias outras blockchains.

Há uma elevação do nível de capacidades dos smarts contracts, dado que, ao mesmo tempo que faz uso das informações do mundo off-chain, continua conseguindo manter um ambiente de segurança que constitui em uma característica importante da tecnologia blockchain.

A segurança é um fator importante para o estabelecimento de transações. Essa afirmação, apesar de não constituir em uma grande novidade, coloca na mesa uma condição necessária para qualquer tipo de mercado. 

No caso de um modelo centralizado, a segurança tem grande relação com o chamado “paradigma de confiança”, que decorre da necessidade de intermediários, a exemplo de banqueiros e advogados, para a coordenação de transações financeiras, de maneira a garantir e sinalizar a legitimidade dos negócios. 

Porém, na centralização, tem-se um maior risco de problema com a rede (uma vez que problemas em um ponto podem afetar o todo), o que acaba exercendo uma pressão na segurança desse tipo de modelo. 

No caso dos blockchains, a possibilidade de corrupção tende a ser evitada a partir da criação de um sistema descentralizado, baseado na confiança mútua de todos os participantes que operam no sistema.

Isso gera um ambiente colaborativo, com todos os operadores tendo responsabilidades na conservação e fiscalização do sistema. Assim, por meio da rede Chainlink, o fluxo de informações de uma empresa, como no caso de uma corretora de seguros ou de uma instituição financeira, é trazido para a segurança do blockchain.

Para continuar compreendendo melhor o que é e como funciona a rede Chainlink, é necessário entender o que é smart contract e o que é oracle. 

Smart Contracts

Começando com os smart contracts (os “contratos inteligentes”): são aplicativos executados na rede blockchain ou mesmo em outras estruturas descentralizadas, consistindo em uma tecnologia que permite a criação de contratos autoexecutáveis dotados de elevada praticidade e segurança. 

De maneira geral e simplificada, a operacionalização de um smart contract segue um tipo de estrutura semelhante ao condicional SE: dependendo do cumprimento de determinadas condições em códigos criptografados, acontece a execução de uma determinada ação. Por exemplo, se a rede detecta um pagamento (evento A), ocorre a entrega de um token (ação B). 

Isso faz com que os smart contracts sejam instrumentos poderosos na automação de processos, sem o controle de um administrador central ou por meio de uma lei, o que fornece segurança e transparência nos processos executados com base na descentralização e em condições imutáveis estabelecidas em código. 

Dois exemplos de smart contract são:

  •  o Contrato de Reputação da Chainlink (Chainlink Reputation Contract) e;
  •  o Contrato de Agregação Chainlink (Chainlink Aggregating Contract).

Contratos que, quando cumpridos, enviam um conjunto de dados para smart contracts em outras redes.

Oracle

Vamos tratar agora do que seria um oráculo ou Oracle, já que o Chainlink hoje pode ser classificado dessa maneira.

Oracle é um software que faz o intermédio (quase que um tipo de tradução) das informações vindas do mundo off-blockchain para o blockchain.

A sua atuação é semelhante a de um meio campista no futebol, só que, em vez de distribuir e fornecer jogadas para a definição dos atacantes, o Oracle adapta e fornece informações do mundo real (armazenados fora do blockchain) para a execução dos smart contracts. 

Oracles corrompidos e defeituosos podem fornecer informações incorretas, prejudicando a execução dos smart contracts, de forma que a rede Chainlink hoje disponibiliza protocolos para garantir a disponibilidade e a exatidão diante de até um determinado número de oracles defeituosos. 

O Chainlink também existe em formato de criptoativo, um token chamado LINK. Na verdade, essa função de ativo digital decorre de uma necessidade, consequência da descentralização desse sistema e do fornecimento de remuneração a quem ali opera.

Até aqui, apesar do destaque realizado sobre o termo “descentralizado”, é possível que se tenha a aparente e equivocada impressão que a rede Chainlink seja homogênea, atuando como um único grande organismo homogêneo.

O que ocorre é que essa rede é formada por inúmeros nós (nodes). Todos esses nodes são descentralizados, não existe um nó principal que coordene e lidere os demais, com todos os operadores atuando na comercialização de feeds de informações que estão fora da cadeia diretamente ligada a um smart contract, ou seja, fora do mundo do blockchain. 

Esses nodes fazem a coleta de informações, com a possibilidade de estarem dentro dos mais diferentes tipos de setores. Os operadores dos nodes são remunerados, de acordo com o histórico da reputação das informações. Foi a partir dessa necessidade que se definiu o criptoativo LINK – ou seja, é com ele que quem participa da Chainlink e permite que ela funcione recebe algo.

O funcionamento da rede Chainlink ocorre de maneira descentralizada na rede Ethereum, podendo também ocorrer em outras blockchains. Atualmente, a Chainlink tem clientes que são grandes players no mercado global, a exemplo da SWIFT.

A parceria com a SWIFT, cooperativa global e fornecedora líder mundial de serviços de mensagens financeiras seguras, contribuiu para a integração do token LINK dentro do mainstream do sistema financeiro internacional. 

O LINK é uma criptomoeda presente em grande parte das bolsas de criptomoedas no mundo, sendo possível trocar diferentes tipos de criptomoedas por tokens LINK. Além disso, os tokens LINK também possuem seu próprio preço em comparação com as moedas fiduciárias, como o dólar, o real e o euro.

Vale notar que os tokens de LINK originalmente não são moedas como o Bitcoin e o dinheiro comum. O objetivo original do LINK é fornecer uma forma de pagamento para um serviço, colocar um preço sobre o que é oferecido na rede Chainlink. Forma de pagamento que também pode ser um tipo de punição aos operadores dos nodes, no caso de reputação ruim em relação aos serviços prestados.

O preço por token se mantém na casa dos US$30, e, sendo utilizado como remuneração dentro da Chainlink, estará sujeito a oscilações levando em conta a utilização dentro dessa rede.

Você pode estar se perguntando também: e não seria possível minerar Chainlink? Na verdade, não existe essa possibilidade, porque a moeda é gerada em um chamado protocolo de consenso (também chamado de stake). Em outras palavras: no lugar de minerar LINK, você precisará comprar por algum meio direto.

2017 foi o ano em que os tokens LINK da Chainlink começaram a chegar no mercado de criptomoedas. Os preços chegaram a ser negociados por um valor um pouco maior que o de um centavo (em dólares americanos). Esse baixo valor inicial foi muito devido à incógnita referente à confiabilidade acerca de uma tecnologia que, naquele momento, era recente e pouco compreendida. 

Os preços permaneceram baixos por um determinado período, até chegar a valores mais elevados, como o atual, próximo aos US$30 por token, com o valor de capitalização quase chegando a US$13 bilhões.

O aumento do valor do LINK foi proporcional ao aumento da popularidade e confiabilidade estabelecidos ao longo do tempo, com a parceria de grandes players, como também do melhor entendimento da necessidade de conexão entre os smart contracts e os recursos do mundo real fora do blockchain.

O que podemos esperar para o futuro dessa moeda digital depende diretamente do que acontece com a rede na qual ela faz suas remunerações principalmente: quanto mais confiabilidade e ampliação de uso de seus recursos, maior serão seus potenciais no fim do dia.

Levando em conta que você pode encontrar LINK na Bitso, é possível ver de perto, com as mãos na massa – as mãos na massa cripto! -, comprando e vendendo, diretamente por lá!

O Time Bitso é formado por especialistas em criptomoedas, garantindo informações seguras e precisas sobre o mundo cripto.