Imagem de um touro e um urso brigando por um Bitcoin, representando bull market e bear market em criptomoedas.

Bull Market e Bear Market: que bichos são esses?

Vamos começar pegando o touro pelos chifres – sim, trocadilho: o bull market é o lado que todo mundo gosta desses dois bichos que definem os ânimos do mercado, ele é o touro. Já o bear market é o urso. E pensando nesses dois animais, você tem pistas das diferenças: um hiberna, o outro não.

O bull market é o momento de euforia nos mercados, no qual investidores e analistas estão otimistas com as perspectivas futuras das empresas e do país como um todo. De forma geral, o apetite por maiores riscos fica mais aguçado, fazendo com que os preços das ações e outros títulos subam em determinado período.

O cenário oposto é o bear market, que é o momento em que todo mundo repensa suas estratégias, pois o futuro parece mais incerto. Análises pessimistas dominam o noticiário, fazendo que consumidores e negócios deixem de gastar ou investir esperando mais informações que ajudem a enxergar com mais clareza o futuro.

Mas afinal, como esses momentos tão diferentes podem surgir? Qual é o significado dos termos bull e bear? Tudo isso e mais um pouco, você ver aqui. Então, vamos lá!

O que é bull market? E bear market?

Todo mundo tem momentos de otimismo e de pessimismo. Normalmente, alguma notícia ou acontecimento acaba gerando uma expectativa, o que influencia os nossos atos dali em diante. No mercado financeiro, isso acontece com frequência. 

Você viu que o bull market é o momento em que investidores estão mais otimistas e propensos ao risco. Essa expectativa mais positiva em relação ao futuro leva a compras de ativos de risco, como é o caso de ações, derivativos e criptomoedas. E uma coisa acaba puxando a outra: como essa onda otimista se espalha, mais gente entra , fazendo os preços subirem mais.

Já no caso do bear market, a expectativa é baixa. Parece realmente que, como um urso, o mercado hibernou e, assim, os preços caem dia após dia, chegando até a se estabilizar na baixa.

Como funciona o bull market? 

Um bull market não surge do nada. Normalmente, existe algum gatilho informacional que cria na mentalidade de quem investe uma expectativa positiva quanto aos próximos dias, semanas ou anos. Pode ser uma mudança de governo, alguma reforma econômica que promete entregar melhores condições para o país crescer, e muitos outros fatores.

Esse gatilho é ativado por aquela situação em que você pensa: “opa, agora a maré virou”. No fim das contas, esse tipo de coisa serve tanto para bull quanto para bear market. Tudo depende da informação nova e da tal situação. Se a informação for entendida como negativa, as pessoas se afastam dos mercados e os preços caem.

Com essas novas informações em mãos, os gatilhos, as pessoas tomam as decisões de comprar (ou vender) ativos de risco, e isso ocasiona a oscilação de seus preços de forma imediata – para cima (bull market) ou para baixo (bear market). Quer ver só um exemplo? 

Em meados dos anos 2000, as ações das empresas pontocom explodiram de preço, uma vez que muita gente entrou comprando por ver um enorme potencial para essas companhias. De 1995 até 2000, o índice Nasdaq se multiplicou por 4 vezes, e até empresas que não tinham muito a ver com a euforia da internet se beneficiaram nesse período.

Mesmo aqui no Brasil, há exemplos de momentos de otimismo e rápidas subidas de preço dos ativos. Com a mudança de governo em 2016, o mercado entendeu que as políticas a serem adotadas seriam bem diferentes das do governo anterior e, com esse gatilho, o otimismo tomou conta: o Ibovespa saiu da casa dos 50 mil pontos para próximo dos 90 mil pontos em 2 anos. 

Bull market e bear market no mercado de criptomoedas

Embora os exemplos acima sejam do mercado de ações, o universo das criptomoedas também apresenta momentos de bull market e de bear market. Contudo, os gatilhos têm pouco a ver com o governo em si; normalmente, são coisas relacionadas a questões tecnológicas ou ainda a uma maior adesão do ecossistema da criptomoeda ou do blockchain

Por que os nomes bull market e bear market? 

Agora que você já entendeu o significado de bull market e o que é um bear market, chegou a hora de entender a origem desses termos curiosos. 

De forma simples, o movimento dos preços das ações, criptomoedas ou qualquer outro ativo para cima se assemelha com a forma que o touro ataca suas vítimas, ou seja, de baixo para cima, usando como arma seus afiados chifres. O uso desse termo é tão generalizado que tem até uma palavra que traduz esse otimismo generalizado e maior apetite ao risco: bullish

Por outro lado, o bear market tem esse nome por se parecer com o ataque de um urso, normalmente de cima para baixo, ao usar suas garras e força para esmagar suas vítimas. Dessa forma, quando os mercados apresentam sucessivas quedas e o pessimismo toma conta dos tomadores de decisão, o termo bearish normalmente é utilizado para definir esse período.

De olho no bull market 

Embora seja bem difícil determinar quando começa e quando termina um período bullish, existem algumas características que podem dar valiosas dicas para identificar esse movimento:

  1. Otimismo generalizado: os meios de comunicação tradicionais (jornais, revistas, rádio e TV) potencializam o momento bullish com análises otimistas e preveem aumento dos preços dos ativos de risco, inclusive criptomoedas, e isso contamina a percepção de futuro da sociedade.
  2. Expectativas crescentes: Com as pessoas cada vez mais otimistas e esperançosas com o futuro, as expectativas batem recordes, e essa percepção positiva se reflete nos mercados, não só relacionado a investimentos. O mercado de trabalho e de consumo fica mais aquecido também, gerando reflexos positivos nos preços dos ativos;
  3. Crescimento consistente do preço dos ativos de risco: como resultado do sentimento de otimismo generalizado com boas expectativas para o futuro, o preço dos ativos começa a subir de forma consistente. Subidas de 20 a 50% nos preços em um período superior a 12 meses já podem ser caracterizadas como um bull market.

Note que, se estivéssemos falando de um período de bear market, as características inversas seriam destacadas: pessimismo generalizado, expectativas decrescentes e queda consistente no preço dos ativos de risco. No final, a mecânica é a mesma, mas no sentido inverso.

Bull market e bear market: as diferenças

Muito além do movimento de ataque dos touros ou dos ursos, esses momentos de mercado são exatamente opostos.

No bull market, a expectativa positiva para o futuro se traduz em um otimismo na economia e nos mercados, fazendo com que os preços dos ativos de risco (ações, commodities, criptomoedas) subam rapidamente.

Mas o humor das pessoas muda bem rápido. Conforme chegam novas informações e algumas expectativas são frustradas, o momento de euforia pode dar lugar à incerteza, que acaba jogando os preços desses mesmos ativos lá para baixo. Esse é o bear market, quando a expectativa baixa, porque as dúvidas tomam o lugar das certezas.


Esses ciclos de bull market e de bear market se intercalando são absolutamente normais e fazem parte do dia a dia dos mercados, inclusive o do mercado das criptomoedas

Como identificar momentos de bull market (ou de bear market)?

Mesmo com pouco mais de 10 anos de história desde a criação do Bitcoin, no final de 2008, o mercado de criptomoedas já teve seus momentos bullish e bearish. Os momentos de euforia e otimismo ficam claros a partir do segundo semestre de 2017, no qual a principal criptomoeda, o Bitcoin, multiplicou o seu preço em mais de 6 vezes em apenas 6 meses. 

Logo em seguida, foi percebido um momento de bear market bem longo, que se estendeu do início de 2018 até praticamente o meio de 2020, com mais de 2 anos de dúvidas sobre o futuro das moedas digitais. Em seguida, mais um movimento bullish impressionante, quando Bitcoin e altcoins tiveram aumentos expressivos de preço até praticamente o primeiro trimestre de 2021.

Muitos podem dizer que é simples achar momentos de bull market ou de bear market, mas a verdade é que a atenção aos detalhes é fundamental para aproveitar qualquer um dos movimentos, seja de alta (bullish) ou baixa (bearish). Ouça o que pessoas próximas a você estão falando, o que a mídia diz e principalmente como o mercado está se comportando.

E se lembre da dica de sempre: mais do que ‘surfar’ ondas positivas de humor do mercado, aproveite para estudar os projetos que dão base às criptomoedas, entender o seu próprio perfil de risco e decidir o que fazer com o seu dinheiro.

Assim, o fato de você ter entrado no universo das criptomoedas em um momento bullish ou bearish vai fazer pouca diferença no seu resultado final, uma vez que o projeto em si é de qualidade. Então, estude bastante sobre o mundo cripto e conte com a Bitso para ter a melhor informação para a sua tomada de decisão, beleza?