Como fazer pagamentos internacionais? Dá para usar criptomoedas?

Imagem do globo terrestre com moedas.

Todos os dias bilhões de dólares saem de um país para outro, sem que ninguém perceba. Afinal de contas as transações hoje são todas digitais, o dinheiro flui de forma quase instantânea de um país para outro, para fazer frente às mais diversas obrigações: pagamentos de produtos, aplicações financeiras ou pagar um simples cafézinho que alguém pagou com um cartão de crédito internacional em uma viagem. 

Ok, já entendemos que o dinheiro vai de um lado pro outro, mas se eu precisar fazer pagamento internacional? Como farei? E receber um pagamento internacional?

Um spoiler: veremos neste artigo as formas mais simples e práticas para isso. E usando criptomoedas também, é claro!

O bom e velho cartão de crédito

Com o advento dos cartões de crédito que ganharam o mundo na segunda metade dos anos 80, ficou fácil fazer compras internacionais. Afinal, basta passar seu cartão de crédito em qualquer lugar do mundo e depois de 30 dias a fatura traz o valor da transação na moeda do seu país de origem com uma determinada taxa de câmbio, sendo que esta última poderia ser definida pela taxa da data da compra ou do fechamento da fatura. 

Simples, conveniente e que não requer nada demais, desde que o cartão de crédito seja internacional. 

Logo, o cartão é um meio simples de fazer pagamentos internacionais, mesmo quando o dono do cartão já está lá fora. Outra enorme facilidade gerada pelos cartões de crédito são as compras online. Basta informar os dados do cartão e voilá, a mágica acontece e compra é paga. A complexa rede financeira nas quais os bancos, adquirentes (as empresas das maquininhas) e as bandeiras (Visa, Master, Amex e etc…) fazem todo o trabalho pesado de processar, converter e enviar o dinheiro de um lado pro outro do globo. Obviamente que não existe mágica de graça, taxas e impostos estão embutidos nesse processo e nem sempre são baratas. 

Portanto, prefira o cartão para pagamentos pontuais quando no exterior e compras pela internet em sites internacionais, caso contrário você poderá estar pagando taxas e impostos de forma desnecessária. 

Outra dica importante é que vale a pena checar antes qual a taxa de câmbio do seu cartão e o quão longe ela está da taxa de câmbio de mercado (basta dar um google, taxa de câmbio e ela aparecerá – outra mágica da modernidade). Importante ficar atento também aos impostos, no Brasil existe o IOF – Imposto sobre transações financeiras, que incide a cada pagamento feito no exterior usando um cartão de crédito, uma alíquota de 6,38% sobre o valor da compra já convertidos em reais. 

Logo, se for feita uma compra no valor de US$20,00, e a taxa de câmbio do cartão for R$5,00 naquele dia,  a compra teve um valor em reais de R$100,00 onde incidirá oa 6,38% de IOF, dando um total de R$106,38. Fique de olho nisso, beleza?

Um PIX internacional?

O PIX tem ganhado cada vez mais popularidade como meio de pagamento, facilitando que transações sejam liquidadas instantaneamente, 24 horas por dia. Além de serem práticas e sem custo para quem faz e para quem recebe tal transação. 

Porém, por enquanto o PIX só funciona para pagamentos em território nacional. Mas segundo o próprio Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, o módulo internacional do PIX já está em desenvolvimento e deve ser liberado ao público em breve. 

Diante do sucesso do PIX, o Banco Central viu a necessidade de criar uma modalidade para transferências internacionais e facilitar o processo para quem precisa transferir dinheiro para uma conta no exterior. O PIX internacional também consiste em uma modalidade de pagamentos instantâneos, mas para transferências para o exterior. Hoje via sistema bancário tradicional, algumas operações internacionais podem demorar dias para serem concluídas.

Como o PIX internacional ainda não foi liberado pelo Banco Central, ainda não se sabe como será o processo. Atualmente, para fazer um PIX não é necessário ter os dados bancários do destinatário, mas apenas um código chamado de chave PIX. Lembrando que uma chave PIX pode ser o número de celular, CPF/CNPJ, e-mail ou uma chave aleatória. Também, os pagamentos podem ser feitos por meio de um QR Code. A mesma facilidade deve ser esperada para o módulo internacional do sistema. 

A chave simplificada do PIX deverá ser tão simples quanto as chaves locais e também terá características que englobam os dados bancários da conta no exterior, inclusive o código SWIFT e IBAN. Sendo que esses dois últimos são identificadores, uma espécie de conta e agência para transferências internacionais. 

Os serviços disponíveis hoje para fazer pagamento internacional

Apesar do PIX já ter revolucionado nossas vidas locais e o cartão de crédito não ser muito útil e eficiente quando o assunto é fazer pagamentos internacionais, vamos ver algumas opções já existentes, muitas delas digitais e que são relativamente rápidas e seguras nos pagamentos internacionais e até para quem quer receber pagamentos internacionais.

Abaixo listamos os principais serviços para quem quer enviar ou receber dinheiro no exterior. 

PayPal

O PayPal é um facilitador de pagamentos globais, e funciona como espécie de carteira onde você pode alimentar com o seu cartão de crédito ou enviar recursos para lá das mais diversas formas. 

É uma solução excelente para realizar pagamentos na internet, inclusive para aqueles que não possuem um cartão de crédito internacional. Taxas podem ser cobradas tanto no recebimento do valor na conta Paypal quanto na transferência dessa grana para uma conta bancária local.

TransferWise

Esta plataforma online permite que você receba o dinheiro em sua própria conta-corrente ou poupança. Ela opera no Brasil por meio de seus correspondentes locais – MS Bank e Banco Rendimento. 

Não é preciso cadastro, a transferência é feita para os parceiros locais. Pode ser uma boa opção para você receber e enviar dinheiro do exterior. Normalmente o custo é um percentual do valor movimentado.

Western Union

Atuando no Brasil desde 1997, mas existe desde do final do século XIX,  realiza envio e recebimento de dinheiro entre vários países. 

Para receber pagamentos internacionais, é preciso comparecer a uma agência da Western Union com um código de transferência (Money Transfer Control Number) e seu documento de identificação. 

Outra opção é receber diretamente na conta bancária. As tarifas variam conforme a forma de retirada, o país de origem e o valor enviado. Caso esteja no exterior e decida enviar dinheiro para você mesmo, o serviço também aceita um PIX na conta no Brasil e disponibiliza o dinheiro em poucos minutos para você no exterior. 

É possível o remetente fazer uma simulação das tarifas e taxas pelo site da empresa ou pelo app. 

MoneyGram

Assim como na Western Union, na MoneyGram você terá a opção de retirar o dinheiro pessoalmente em uma agência ou receber diretamente na sua conta bancária. 

A pessoa ou empresa que for enviar o recurso é quem vai escolher a forma de recebimento, o que vai influenciar no valor total recebido.

Quando receber o dinheiro, você vai precisar preencher um formulário com o número de referência dado pelo seu remetente e apresentar o seu documento de identidade.

Xoom

Associado ao PayPal, o Xoom também realiza transações de dinheiro do exterior para o Brasil. Para isso, o remetente deve fazer um cadastro no Xoom ou usar a sua conta PayPal. O pagamento pode ser feito por débito, crédito ou a partir do saldo no PayPal.

O recebimento do dinheiro é feito por meio de depósito em conta corrente, e há dois tipos de custos envolvidos: taxa de transação e taxa de conversão (com câmbio turismo). Você pode conferir todos os detalhes no site oficial da plataforma.

Ria MoneyTransfer

Esta é outra alternativa disponível no mercado. Realizam transferências internacionais em mais de 140 países, mas os locais de origem são apenas Austrália, Espanha e Estados Unidos. 

Para receber no Brasil, pode ser por depósito em conta-corrente ou retirada em um parceiro conveniado à plataforma. A pessoa que mandou o dinheiro é quem vai escolher como o destinatário irá recebê-lo. As taxas são pagas pelo remetente (aquele que envia), e o custo depende do país de origem, valor enviado e a taxa de câmbio.

Pagamentos internacionais via criptomoedas. Sim, é possível!

Uma outra forma e que não envolve nenhum método burocrático ou cadastros complicados é o envio de criptomoedas de uma carteira para a outra para realizar pagamentos internacionais, por exemplo.. Sabemos que naturalmente as criptos não possuem fronteiras geográficas como as demais moedas fiduciárias, logo não estão sob o controle de um determinado país ou órgão regulador, portanto, a sua movimentação ao redor do globo é 100% livre. 

Uma forma de fazer um pagamento ou um recebimento internacional é comprar a cripto no Brasil, usando uma Exchange como a Bitso por exemplo, fazer uma transferência para uma wallet e depois enviar isso para uma outra carteira digital de alguma pessoa no exterior. 

Feito de forma simples, rápida e descomplicada. Obviamente, que essa modalidade só deve ser feita para uma wallet de uma pessoa ou empresa que você confie e já tenha se relacionado previamente, para não ser vítima de golpes com criptomoedas.

Inúmeras opções de pagamentos e recebimentos internacionais

Você viu que existem diversas opções de ferramentas para quem quer enviar ou receber dinheiro do exterior e realizar pagamentos. 

Todas são práticas e seguras, porém cada uma funciona melhor para uma ocasião específica e cada uma tem um custo diferente de acordo com o que se pretende fazer, logo quando for escolher é importante ver os impostos, taxas e a taxa de câmbio cobrada na hora da operação. 
E não deixe de lado a opção de usar criptomoedas para fazer ou receber pagamentos internacionais. É rápido, sem burocracia e muito mais barato que algumas opções do mercado financeiro tradicional. E dá para fazer isso usando a Bitso, combinado?

O Time Bitso é formado por especialistas em criptomoedas, garantindo informações seguras e precisas sobre o mundo cripto.