Imagem de velas simbolizando o gráfico de velas

Candlestick: o que é e como aplicar o gráfico

Se você não é uma das pessoas que está acostumada com o mercado financeiro, provavelmente não conhece o candlestick. E, se conhece, pode ser que tenha dúvidas a seu respeito – sobre o conceito, por que é usado, diferenciais e aplicações.

A origem dos gráficos de candle é bem antiga, os primeiros registros vêm do século XVII, quando Munehisa Homma usou velas para simular a tendência de compra de arroz no mercado japonês – daí a ideia do nome utilizado no gráfico: candlestick significa “candelabro” em inglês.

Ao longo dos anos, o gráfico candlestick foi ganhando espaço e o coração dos investidores. Isso aconteceu principalmente por conta de sua aparência: quando comparado a outros gráficos, ele oferece uma leitura e uma análise dos dados muito mais fácil e visual.

Em 1980, veio o ápice. Com o objetivo de identificar os padrões que definiam as reversões ou continuações das tendências do mercado financeiro, o trader norte-americano Steve Nison elaborou o primeiro ensaio sobre candlestick.

Já em 1990, Nison lançou um livro chamado Japanese Candlestick Charting Techniques, que é considerado um dos maiores guias sobre o tema já publicado. Esse livro é leitura obrigatória para quem deseja se aprofundar mais sobre o assunto e sobre a análise técnica, já que o candlestick é o gráfico mais comum para investidores que utilizam esse método.

Continue lendo esse artigo para aprender mais sobre esse gráfico que é presença certa nas análises do mercado financeiro.  

O que é Candlestick?

Candlestick é um gráfico que mostra o comportamento dos preços de um ativo e que tem a representação visual muito parecida com a de uma vela. Nele, está representado tudo o que aconteceu com o valor de ativo em um determinado espaço de tempo.

Entre as principais características destes gráfico, estão:

  • São formados, em grande parte, por um corpo e sombras;
  • Possuem quatro valores de preços – abertura, fechamento, máxima e mínima;
  • Podem ser de alta ou de baixa – as cores (verde e vermelho) são diferentes para facilitar a identificação de cada um.

Por que o candlestick é usado?

Quando analisadas pelo gráfico candlestick, as variações de preços podem indicar informações importantes para a compra e venda de ativos. Olha só alguns dos questionamentos feitos durante a análise do preço de uma ação, por exemplo::

  1. Se a ação está caindo, é um bom momento para realizar a compra? 
  2. Se a ação está subindo, é o momento para vender ou ainda existe um potencial para a alta?

A principal vantagem do candlestick é trazer a quem investe informações valiosas a respeito dos preços do ativo analisado, mostrando o que acontece com o valor dele dentro de determinado espaço de tempo, de forma muito fácil de entender apenas com uma olhada na tela.

Diferentes formatos de Candlesticks

Os formatos de candlestick servem para representar se um ativo está ou não perdendo força de compra (ou de venda). E é aqui que entra a análise dos valores de abertura e fechamento, que podem ser tanto de alta quanto de baixa. 

Brevemente, o que difere e caracteriza cada um dos formatos é o seguinte:

  • Candlestick de alta: é quando o preço de fechamento fica acima do preço de abertura, representando, assim, uma força maior dos compradores; como consequência, podem existir perspectivas de aumento de preço dos ativos nos próximos pregões
  • Candlestick de baixa: é quando o valor do fechamento fica abaixo do valor de abertura e, consequentemente, menos investidores se interessam. Dessa forma, a perspectiva dos preços é baixista.

Outra diferença entre ambos está nas cores que são usadas nas representações dos gráficos, que são diferentes para facilitar a leitura. Em cripto, vemos muito a cor verde para alta, e a vermelha para baixa.

Para quem quer ficar craque nesses gráficos, existem alguns padrões além de alta ou baixa que funcionam como indicadores para o acompanhamento dos valores dos ativos. Entre os principais, estão: 

  • Nuvem Negra – esse padrão dentro do gráfico significa que existe uma probabilidade média de acontecer uma inversão nos movimentos de alta, indicando assim, a venda de um ativo.
  • Estrela Doji da Manhã – ou simplesmente “Doji”; caracteriza-se por ser um candle sem corpo. Esse padrão sugere uma incerteza no mercado, ou seja, sinaliza que pode ou não haver uma mudança na tendência do ativo que está sendo acompanhado.
  • Martelo ou Hammer – é considerado um candle de corpo pequeno, fica localizado no fundo das tendências de baixa prolongada, sendo comum logo após os rápidos movimentos de baixa.
  • Martelo Invertido – é muito parecido com o martelo, corpo pequeno e sombra grande. Aqui, o martelo invertido significa o início de uma nova tendência de alta, ou seja, um bom momento para realizar a compra do ativo.
  • Estrela da Noite – ou como é conhecida, “Evening Star”. Nesse padrão, é identificada a mudança de um movimento de alta para um movimento de baixa no valor.

Como interpretar o gráfico de candlestick?

Se você quer melhorar suas habilidades com esse gráfico, vamos te mostrar o passo a passo aqui, combinado? Vamos lá.

1. Período

Cada candle tem como função representar o que aconteceu com o preço de um ativo em determinado espaço de tempo. Os candles podem representar um período de um minuto ou até mesmo um ano. 

Logo que um período é expirado, um candle se fecha e outro se abre – e assim sucessivamente, até o fim de tal período.

2. Formato

No formato, cada candle é determinado pelos valores que o ativo atingiu durante o tempo escolhido. Os pontos podem ser:

  • Máxima x Mínima – estão ligados aos valores máximos e mínimos que um candle pode atingir em sua abertura ou fechamento. 
  • Fechamento x Abertura – como o próprio nome diz, são os candles que abrem e fecham o gráfico. 

Cada um deles dá a forma aos elementos que compõem um candle: o corpo que analisa informações sobre a abertura e fechamento e a sombra que traz as informações sobre os máximos e mínimos de cada período.

Para ficar mais fácil de entender os formatos, lembre que o corpo de um candle é representado por um retângulo e nele está a informação do preço atingido pelo valor de um ativo, tanto na abertura quanto no fechamento. 

Já a sombra é uma linha vertical que fica ligada a cada candle e mostra os valores máximos e mínimos do período escolhido. 

3. Cor

A cor é o elemento que ajuda a entender se o candle é de alta ou de baixa. Quando o valor do fechamento fica abaixo do de abertura, significa que o valor do ativo caiu, e o candlestick estará em baixa durante aquele período. 

Esses padrões na leitura do gráfico são fundamentais para entender as variações de alta (cor verde) – preço do fechamento acima da abertura – e baixa (cor vermelha) – preço do fechamento abaixo do valor de abertura. Sem esses passos para fazer a interpretação do candlestick, a análise pode ser bem confusa.

Vale dizer que nem sempre a alta no candlestick significa que o valor de um ativo subiu. O que determina a valorização de um ativo é o preço que ficou estabelecido no fechamento. Não confunda o dia de alta, com um candle de alta, beleza?

Importância de entender candlestick

O caminho para entender melhor o que se passa com os ativos que você escolhe, em especial criptomoedas, que são voláteis, é se aprofundar mais e mais. Entender um gráfico tão específico é um passo entre intermediário e avançado, e pode te ajudar muito a entender esses movimentos de mercado.

É claro que existem outros inúmeros gráficos de análise de cripto que podem ser utilizados, por exemplo, os gráficos de linha, de área, de barras. Cada um com suas vantagens e desvantagens. Ainda assim, o candlestick acaba sendo o mais procurado e utilizado nessa área, devido à forma de representar visualmente os dados que serão analisados.

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