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Crypto as a service: o que é, como funciona e quais as vantagens dessa solução?

Crypto as a service (ou simplesmente CaaS) é uma solução tecnológica que permite que empresas de diferentes setores incluam nos seus portfólios produtos e serviços relacionados a criptomoedas.

Por exemplo, imagine um e-commerce que já oferece alguns produtos financeiros para os seus clientes, a exemplo de cartão de crédito e conta digital próprios. Visando a expansão do negócio e a oferta de novos serviços que vão ao encontro das necessidades e do atual comportamento dos clientes, esse comércio digital decide trabalhar também com moedas digitais.

No caso, não estamos nos referindo a apenas disponibilizá-las como meio de pagamento, mas realmente atuar como uma plataforma de compra e venda de criptos.

Na prática, seria algo mais ou menos assim: uma pessoa está navegando pelas páginas do e-commerce para comprar um item que precisa. Nesse “tour” ela percebe que também pode comprar moedas digitais

Como já tinha intenção de entrar nesse mercado, simplesmente ela segue as orientações do site ou app e adquire as criptos que quiser, em um processo semelhante ao que faria com o produto que foi para comprar — escolhe, coloca no carrinho, paga e recebe o item.

É claro que essa é uma exemplificação bem simplória. O mercado de crypto as a service é muito mais abrangente e traz diversas vantagens tanto para as empresas que aderem a essa solução quanto para pessoas que querem entrar no mundo dos ativos digitais.

Mas como tudo isso funciona? Continue com a leitura e confira, neste artigo, o que é crypto as a service, suas aplicações e benefícios.

O que é crypto as a service? 

O modelo crypto as a service é uma estrutura tecnológica que permite que negócios que não são nativos do mundo das moedas digitais possam oferecer aos seus clientes soluções voltadas para esse ecossistema dentro das suas próprias plataformas.

Em outras palavras, o conceito do CaaS possibilita que uma companhia trabalhe, por exemplo, com a oferta de compra e venda de criptomoedas, sem se desviar do seu core business ou precisar desenvolver um sistema do zero.

Esse tipo de solução segue o mesmo princípio do Banking as a service (BaaS), que é uma tecnologia, geralmente oferecida por fintechs, que possibilita uma empresa que não é do mercado de serviços financeiros criar e entregar ao seu público conta digital, cartão de crédito, cartão de débito, entre outros, todos com a sua marca, mas usando a infraestrutura tecnológica de um provedor de serviços financeiros.

Ferramentas “as a service” contribuem para que as companhias expandam seu campo de atuação, explorando setores promissores — como é o caso das moedas digitais — sem precisarem se preocupar com desenvolvimento de softwares ou regulamentações, quando o mercado em questão tiver.

Quais as principais vantagens do crypto as a service?

Do ponto de vista empresarial, as principais vantagens da adoção do conceito crypto as a service são:

  • expandir a atuação, atendendo novos grupos de pessoas;
  • passar a fazer parte de um setor com potencial de crescimento;
  • gerar novas oportunidades de negócios;
  • entregar mais soluções para os clientes, por vezes compatível com suas atuais necessidades; 
  • engajar a participação de mais pessoas no universo das moedas digitais;
  • fomentar a compra e a venda de criptomoedas.

Já considerando as pessoas, de modo geral, o CaaS pode ser uma forma de ter mais acesso à negociação de criptos, considerando que mais plataformas estarão oferecendo serviços relacionados a essas transações, seja na compra e venda de criptomoedas na própria plataforma ou ainda dando mais uma opção de pagamento no checkout.

Como funciona o conceito crypto as a service?

Tudo muito bem até agora, certo? Mas a questão que ainda está no ar é: como um negócio que não faz parte do ecossistema da oferta de ativos digitais pode adentrar esse mercado com o CaaS?

Isso é possível graças às APIs  — applications protocol interface ou interface de programação de aplicações —  que são conjuntos de regras e padrões de programação que podem ser implementados em uma plataforma já existente.

Vamos simplificar essa informação? Pense novamente no e-commerce que citamos logo no início deste artigo. Pensou? Pois bem, concorda que ele já tem toda a sua estrutura formada, tais como uma solução de gestão de estoque, outra de meios de pagamentos e assim por diante?

Agora, imagine uma API de CaaS como uma caixa, na qual estão guardadas todas as suas definições, por exemplo, quais moedas digitais podem ser negociadas, seus valores, regras de compra e venda e mais.

O gestor do comércio online simplesmente adquire essa “caixinha”, comumente de uma fintech, e a “pluga” na plataforma e-commerce já montada.

Em linhas gerais, esse processo tende a diminuir custos de desenvolvimento, já que todos os parâmetros são adquiridos prontos, bastando apenas seguir as orientações de implementação das APIs.

Dessa forma, o prazo de entrega das soluções de criptomoedas para o público é reduzido, o que também ajuda a companhia a entrar mais rapidamente nesse mercado.

Quais mercados já operam no ecossistema “as a service”?

Anteriormente, dissemos que o conceito Crypto as a Service é baseado em outros modelos de solução “as a service”, se lembra? Sobre isso, achamos bem interessante destacar para você que há vários outros segmentos que já oferecem esse tipo de solução tecnológica.

Entre os disponíveis, até o momento, temos:

  • Fintech as a service: APIs que permitem que instituições incluam no seu portfólio novos serviços financeiros, mas de forma mais ágil e sem precisar passar pela etapa do desenvolvimento;
  • Banking as a service: ferramenta que possibilita a empresas que não são do mercado de serviços financeiros oferecerem produtos digitais desse setor aos seus clientes, tais como conta corrente, carteira digital e cartões;
  • Credit as a service: solução voltada para companhias de segmentos diversos e instituições financeiras que querem oferecer também serviços de crédito, seja na concessão ou cobrança;
  • Acquiring as a service: recurso que torna a participação de subadquirentes mais acessível no mercado de adquirentes.

Dito tudo isso, você já parou para pensar quantas coisas estão inseridas no universo dos ativos digitais? Esse conceito que acabamos de explicar é apenas um desses pontos.

Bateu a curiosidade de saber quais são os outros? Então aproveite que está aqui e navegue pelos diversos conteúdos disponíveis no blog da Bitso!

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