Binóculos mostrando o símbolo de Ethereum no mundo de criptomoedas

Entenda a rede e a criptomoeda de Ethereum

A tecnologia traz para a realidade muitas possibilidades antes inimagináveis. Se eu te perguntar como você faz para mandar dinheiro de um lado do mundo a outro, qual a sua resposta?

Provavelmente existem apps para isso, mas que demandam um esforço razoável e taxas e impostos que desanimam qualquer um. As criptomoedas surgiram para cobrir essa lacuna, podendo ser um meio mais fácil, rápido e barato de enviar recursos globalmente.

O Bitcoin já trouxe um grande avanço, e a criptomoeda Ether com sua rede Ethereum foram ainda além com inovações tecnológicas incríveis. Vamos ver tudo direitinho, te explicando o que é Ethereum.

Sim, existem outras propostas de valor para as criptomoedas, como um avanço tecnológico, uma forma nova de encarar o dinheiro e até uma fuga dos meios tradicionais de manter valor – mais diretamente: fugir da inflação das moedas fiduciárias.

Ou seja, disponibilizar uma forma de reserva de valor que não carrega o risco de um governo irresponsável e gastador, que prejudica o valor da moeda nacional.

Mas, para além de toda atenção gerada, sobretudo pelo aumento nas cotações nos últimos anos, é sempre válido entender um pouco mais da tecnologia que dá vida a cada uma dessas possibilidades. Neste artigo você vai ficar mais por dentro de uma delas: ETH! Vem com a gente!

O que é Ether? E o que é Ethereum?

A inovadora tecnologia do Blockchain – que permite um registro que praticamente não possa ser alterado, porque é realizado em uma rede própria que salva seu histórico – é a “mãe” do Ethereum, que é uma rede própria desse tipo. 

Já o Ether é a criptomoeda que usa a infra dessa rede, como tantas outras tokens que também fazem isso. E não é pouca coisa: dos 100 primeiros tokens listados, mais de 75% deles utilizam o blockchain da Ethereum. Na Bitso, você consegue encontrar quatro deles: True USD, Decentraland, Basic Attention Token e DAI.

Aliás, cabe fazer o comentário: tem muita gente que acaba confundindo a rede (Ethereum) com a moeda nativa (Ether). É possível ouvir que as duas são sinônimos, isso é bastante comum, possivelmente pela proximidade dos nomes. A confusão vem de muita gente chamar a moeda de Ethereum também. Fica a confirmação aqui pra você: não são a mesma coisa!

A criptomoeda, Ether, que hoje é a segunda em valor de mercado (perdendo apenas para o Bitcoin), serve para transações financeiras, e a rede, Ethereum, para funções mais amplas, desde o registros de NFTs, à realização de campanhas de crowdfunding, acompanhamento e registro de votações e até mesmo a execução de contratos inteligentes, tudo com a segurança de histórico de registros que uma rede com a tecnologia blockchain oferece. 

Se quiser acabar com essa indefinição de nomes, chame a moeda pelo ticker: ETH, combinado? De qualquer forma, vale a pena reparar no ganho de participação na capitalização do mercado do Ether em relação ao Bitcoin ao longo do tempo, como mostra o gráfico abaixo:

Gráfico comparativo entre o Bitcoin e o Ether. Entre Agosto de 2019 e novembro de 2021 a participação de mercado do Ether foi de 8% para 20%, enquanto o do Bitcoin foi de 70% para 43%

Em agosto de 2019, o Bitcoin representava sozinho 70% do valor de todas as criptomoedas juntas! Mas, pouco depois, essa enorme representatividade começou a cair, e o Ether foi aos poucos ganhando participação, chegando aos atuais 20%, que não é pouca coisa.

Originada de um código aberto descrito no fim de 2013 por Vitalik Buterin, o objetivo desta rede, diferentemente do Bitcoin, não era de se transformar em uma moeda digital de troca, mas sim de permitir a construção de aplicações descentralizadas com segurança. Os primeiros testes vieram no início de 2014, e o lançamento oficial se deu no final de julho do ano seguinte.

No momento atual de uma grande valorização das criptos, a evolução não se deu apenas sobre a dominância em relação ao Bitcoin, mas também em valor: essa criptomoeda viu seu valor aumentar de cerca de 400 dólares há um ano para mais 4 mil dólares atualmente.

Gráfico mostrando a evolução de preço do Ether. Ele estava custando 387 dólares em agosto de 2020 e passou a valer 4.721 dólares em novembro de 2021.

Para que você possa comprar e vender criptomoedas em Ethereum, é preciso ter uma conta em uma corretora. Neste mercado em que segurança é tão importante quanto a praticidade, vale relembrar que, aqui na Bitso, você tem a união das duas coisas.

Além de poder pagar com PIX, também fica mais tranquilo em enviar seu dinheiro e transacionar em nossa plataforma, que respeita o protocolo internacional de Gibraltar, levando em conta uma segurança notável em relação a todos os seus dados. Desse modo você pode manter seu foco apenas em acompanhar o rumo de suas criptos.

Que tipo de utilização essa rede tem?

Mais importante do que ser inovadora, uma tecnologia precisa ser útil para que realmente se expanda em utilidade. Levando em conta a capacidade ampla de ser programada, a segurança envolvida em seu código fonte e as possibilidades de atuação descentralizada, ao início de 2017 um conjunto de empresas, startups de tecnologia e grupos de pesquisa se reuniram para a criação da chamada Enterprise Ethereum Alliance, instituição que visa ampliar a presença da tecnologia por todas as empresas.

Nesta instituição existem presenças relevantes de grandes empresas como Santander, Accenture, Microsoft, Intel, JP Morgan, MasterCard e Samsung. Levando em conta que, como já apresentado, a rede e a criptomoeda costumam se confundir entre si, tamanha utilização e presença pode ajudar a explicar o valor de mercado da moeda, ao menos levando-se em conta sua utilização.

Levando em conta que uma das maiores preocupações que rondam o mundo das criptomoedas é o fato de que muito se questiona sobre quais seriam suas utilidades reais, com essa aliança que aqui apresentamos fica mais direto compreender como, se disso depender, Ethereum seguirá adiante.

Outro ponto relevante que não pode ser esquecido é o fato de que, quando falamos de criptoativos, não necessariamente estamos falando da transação de valores, mas de outras capacidades que estão juntas do universo blockchain, como por exemplo a autenticação de processos. Esse tipo de transação é a que acontece nos chamados contratos inteligentes, que são, de maneira bem direta, códigos de computador que executam confirmações como em um contrato jurídico comum, mas com a segurança de uma rede e sem a figura de um centralizador para acompanhar tudo.

Essa utilização em si também tem bastante valor agregado, uma vez que, a partir dela, podemos ter maior confiabilidade e rastreabilidade de decisões empresariais não dependendo de decisões humanas, mas apenas de processos automatizados, evitando que falhas aconteçam e permitindo que sejam possíveis investigadas todas as causas quando vierem a ocorrer.

É possível dizer que tanto essa rede quanto sua criptomoeda nativa vieram para ficar porque já é uma realidade sua utilização de modo bastante relevante. Isso é uma diferença em relação a outras criptomoedas porque, se em algumas criptomoedas pode haver o questionamento sobre sua oscilação de valor ser baseada em nada, quando falamos de uma literal rede utilizada por algumas das maiores empresas do mundo de maneira cada vez mais direta, vemos que dessa necessidade se depreende um valor intrínseco de uso. 

Ou, mais diretamente, utilizando um exemplo do mundo da programação: não é porque uma linguagem é “famosa” que ela passa a ser mais utilizada, mas porque de fato traz utilidade maior.

O que o futuro reserva para as criptos em Ethereum?

São muitas variáveis para a gente considerar. Por um lado, discute-se que esse tipo de tecnologia existe porque há liquidez financeira suficiente no mundo hoje para que projetos inovadores saiam do papel.

Por outro, surge um conjunto cada vez maior de saídas para os sistemas tradicionais de segurança, computação, armazenamento e até tratamento de dados. Sendo ou não por meio da rede Ethereum, é difícil imaginar um mundo em que a tecnologia trazida pelo blockchain seja dispensada ou perca a importância.

Um ponto é importante de ser lembrado: o modelo de remuneração dos peers que fazem o sistema blockchain da ethereum acontecer 24 horas por dia e 7 dias por semana é o da mineração, que é um processo relativamente simples, mas que depende de boas placas de vídeo (GPUs), poderosas o suficiente para resolver problemas matemáticos complexos e ganhar unidades da criptomoeda como recompensa.

A cada dia que se passa a capacidade de processamento e análise de dados e também de melhoramentos na segurança aumentam, o que indica que muito provavelmente a utilização de redes como essa será cada vez maior no futuro. 

Não podemos nos esquecer, por exemplo, que o 5G será cada vez mais uma realidade nos próximos tempos e, com ele, coisas como a Internet das Coisas e uma infinidade de dados que hoje sequer imaginamos que podíamos emitir serão parte do nosso dia a dia. Convém pensar que existirão junto tecnologias que levam em conta a segurança dessa enxurrada de dados que serão colocados nas redes o tempo todo.

A existência de uma entidade com representantes de grandes empresas estudando, pensando em novos meios e ampliando a presença dessa tecnologia também é outro sinal importante para um fato: isso não só é notado como posto em prática de maneira considerável. A existência e utilização das criptos, como é o caso da Ether, na prática, são cada vez mais presentes na vida das pessoas, mesmo quando elas não sabem disso.

A pergunta de trilhões de dólares – literalmente, já que hoje as criptos são mais trocadas no mundo do que as ações das maiores empresas – não é qual das tecnologias existentes permanecerá, mas sim como é que veremos mais e mais utilização das que mais oferecem facilidade, segurança e meios inovadores.

E, nesses aspectos todos, aparentemente a rede Ethereum e sua criptomoeda Ether ou ainda ETH, como você aprendeu aqui preenchem requisito suficiente para demandarem toda essa atenção.

Bitso Brasil
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