Evolução da rede Ethereum: a Ethereum 2.0

Ethereum 2.0: o que é, como funcionará e quando será lançada?

A Ethereum 2.0 é a nova versão da Ethereum, que é tida como a maior plataforma de contratos inteligentes existente no momento. Com foco em trazer melhorias para a rede, os principais pontos dessa reestruturação visam promover a escalabilidade e aumentar a segurança nos seus processos.

Uma das mudanças dessa versão atualizada que mais tem chamado a atenção é a alteração do modo de mineração da Ether, ETH, moeda digital derivada dessa rede.

Até então, os mineradores usavam como processo para validar os blocos a prova de trabalho (PoW). Com a Ethereum 2.0, os blocos serão validados na blockchain por prova de qualidade (PoS).

Um dos motivos desse ajuste é que o processo de validação utilizando o PoW requer grande poder computacional, o que também exige um alto consumo de energia. Já o PoS dispensa esse requisito, o que o torna também mais acessível.

Será que essa “repaginada” na rede Ethereum impactará no valor da Ether? Quais outros pontos foram alterados? O que muda para os desenvolvedores que usam a rede e para quem tem, ou pretende ter, a ETH em sua carteira digital?

Basta continuar a leitura para descobrir essas e outras respostas sobre o tema!

O que é a Ethereum 2.0?  

Como explicamos brevemente no início deste artigo, a Ethereum 2.0 é a versão atualizada da rede Ethereum, a qual também é chamada de Serenity.

Para falarmos mais sobre as mudanças no protocolo da rede, precisamos voltar um pouco no tempo e abordarmos um poucos os momentos que a Ethereum já viveu.

Sua primeira etapa, denominada Frontier, aconteceu no ano de 2015, e marcou o lançamento da rede. As fases seguintes, chamadas de Homestead e Metropolis, tiveram como foco o acréscimo de funcionalidades e pontos de melhoria que possibilitassem o alcance dos objetivos da rede.

Já a Serenity, a princípio, visava apenas promover a migração entre o modelo de mineração de prova de trabalho (proof of work), para prova de qualidade (proof of stake). Mas, na prática, a coisa mudou de figura. 

Com isso, desde 2013, seus desenvolvedores “queimam os neurônios” para resolver a questão da forma mais viável de mineração e para resolver o problema de escalabilidade da plataforma.

Muita água rolou por baixo dessa ponte e, durante os anos que se seguiram, debates sobre a sustentabilidade do PoW, possíveis falhas geradas pela implementação do PoS etc, tudo foi considerado antes de definir o que realmente faria parte de Ethereum 2.0, resultando em um novo roteiro em outubro de 2019.

Quando essa nova versão será lançada?

Com tudo isso resolvido, a primeira etapa da atualização da Ethereum foi lançada em dezembro de 2020. A previsão para que tudo esteja finalizado é meados de 2022, isso porque a nova versão da rede está dividida em fases, que são:

Fase 0 

Pode-se dizer que é quando a nova versão ganhou vida. Na prática, o Beacoin Chain é uma cadeia de testes com o propósito de validar e coordenar o trabalho dos validadores, que são as pessoas que realizarão a PoS.

Nessa etapa foi introduzido o staking, que é um recurso essencial para que seja possível realizar a migração da rede para o novo modo de validação de blocos.

Fase 1 

A Beacoin Chain é uma blockchain à parte da rede principal da Ethereum, o início da sua fusão acontece na fase 1. A expectativa é conseguir aumentar a capacidade de transações que podem ser realizadas. 

Fase 1,5

Na fase 1,5 é o momento em que ocorre a real integração da versão clássica à atualizada. Essa etapa contará com a disponibilização de 64 shards, com potencial de aumento futuro, que terão papel essencial na escalabilidade da rede.

Isso será possível porque, ao invés de todas as operações serem processadas em uma única blockchain, os shards possibilitarão que essas operações sejam divididas em 64 cadeias diferentes.

Fase 2

Aqui, teremos a entrada dos Dapps, sigla para Decentralized Application. Em outras palavras, indica que os contratos inteligentes (smart contracts) serão habilitados novamente, incluindo a liberação de novas linguagens de programação, indo além da Solidity.

Fase 3 

Não há definição sobre o que englobará a fase 3. Inicialmente, a proposta é adicionar novas funcionalidades, a exemplo da inclusão de mais shards, aprimorar a privacidade da rede etc.

Quais as principais diferenças da Ethereum 2.0 e da versão clássica?

Neste ponto do artigo você deve estar se perguntando: “Ok, já entendi que muitas alterações serão feitas. Mas o que isso reflete de diferença da versão antiga para a nova dessa rede?”

Bem, entre as principais diferenças entre a Ethereum clássica e a Ethereum 2.0 estão:

  • mudança na maneira como os blocos são validados;
  • remodelagem da estrutura da rede;
  • aumento do número de transações.

Mudança na maneira como os blocos são validados

Assim como já mencionamos, os blocos da Ethereum deixarão de ser validados pelo processo PoW e passarão para o PoS.

Resumidamente, isso quer dizer que quem quiser minerar a Ether não precisará mais compartilhar o seu poder computacional. Qualquer pessoa com 32 ETH depositados em um smart contract poderá validar as transações da rede.

De acordo com publicação no site InfoMoney, esse novo modo de minerar na Ethereum está previsto para iniciar em junho de 2022.

Remodelagem da estrutura da rede

Com a versão 2.0 da Ethereum, a rede deixa de ser um único computador descentralizado compartilhado com o mundo, para se transformar em diversos minicomputadores conectados e integrados à sua base. Assim, ela será dividida em shards, que são os 64 que citamos. 

Aumento do número de transações

E como um dos principais motivos da mudança das versões era promover a escalabilidade da rede, após o lançamento da Ethereum 2.0 a expectativa é que seja possível processar até 100 mil operações por segundo.

Atualmente, a plataforma só consegue oferecer suporte para 30 transações a cada segundo.

Essas mudanças afetarão o valor da cripto Ether?

Fica um tanto difícil prever se e quanto a nova versão impactará no valor da Ether, a moeda digital originária da rede.

Porém, a ideia é que, com escalabilidade maior, isso resulte em mais uso da cripto e, consequentemente, em mais procura, que é um dos critérios de definição de preço das criptomoedas.

E por falar nesse assunto, aproveite que está aqui, no blog da Bitso, e leia agora mesmo o artigo “Qual o preço das principais criptomoedas? 2 formas de acompanhar as cotações” e confira como é definida a valorização e a desvalorização das moedas digitais.

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