Como funciona o mercado de criptomoedas: Bitcoin, Ether e outras

Figura com símbolos de ativos representando o mercado de criptomoedas

Entender o que se passa num mercado antes de entrar nele é essencial para você poder ter confiança. Como o mercado de criptomoedas tem crescido bastante, muita gente está de olho querendo saber mais.

Por isso, vamos te explicar como funciona o mercado de criptoativos de forma bem detalhada, resolvendo as dúvidas mais comuns que mandam para a gente!

O começo do mercado de criptomoedas no mundo

Quando te contamos o que é criptomoeda, dissemos que as ideias que deram base para o surgimento desse mercado começaram com o grupo Cypherpunks bem antes de o Bitcoin de fato surgir. Porém, foi o lançamento do Bitcoin que de fato fez com que surgisse um mercado de criptomoedas.

Em 2008, uma pessoa (ou grupo de pessoas, ninguém sabe!) com o codinome de Satoshi Nakamoto lançou um whitepaper em que explicava toda a ideia por trás do Bitcoin, um sistema de dinheiro digital P2P (peer to peer ou pessoa para pessoa) que usa criptografia e um sistema de validação em grupo para ser descentralizado.

Em 2010, um homem chamado Laszlo Hanyecz decidiu usar um pouco do que tinha de Bitcoin para comprar pizza: pela primeira vez, o ativo era usado como forma de pagamento.

Esse foi um momento histórico: conhecido como Bitcoin Pizza Day, ele é comemorado todo ano em 22 de maio pela comunidade, porque, nesse dia, foi comprovado que o Bitcoin poderia ser usado como dinheiro. Foram 10 mil Bitcoin por 2 pizzas, o que hoje seria um absurdo, mas trouxe a validação da moeda digital!

Com isso, o Bitcoin cresceu em popularidade e, claro, atraiu concorrência. Novos ativos digitais chegaram ao mercado digital, como o Litecoin, já em 2011.

Em 2016, o mercado de moedas digitais presencia um “boom” de ICOs  – sigla para “initial coin offering” ou oferta inicial de moeda, tipo um IPO (initial public offering), só que, enquanto o IPO é a abertura do capital de uma empresa para o mercado e essa empresa já existe, os ICOs servem para levantar fundos para lançar um novo ativo digital que ainda não existe.

No mesmo ano, acontece a chegada da rede Ethereum, outro grande avanço tecnológico que traz para a rede uma utilidade além de dinheiro virtual: a possibilidade de criar contratos inteligentes (smart contracts) e aplicativos descentralizados.

Diante de tantas inovações e possibilidades, mais e mais propostas de criptomoedas e tokens foram surgindo no mercado. Em 2021, é possível encontrar mais de 6000 projetos de criptoativos.

Como começar no mercado de criptomoedas no Brasil

Uma coisa que gostamos muito mesmo de enfatizar por aqui: criptomoedas são um mercado volátil. Isso quer dizer que o preço flutua, e não é pouco! Por isso, para quem quer começar no mercado de criptomoedas, é muito importante estudar: entender como cada criptomoeda funciona, se é um projeto sério e se atende a sua necessidade em especial.

Temos aqui 5 passos para você!

1. Veja como funciona o mercado para ter expectativas realistas

Compreender como o mercado de moedas digitais funciona e o que você pode obter com ele é essencial. Um ponto a esclarecer: ninguém fica rico da noite para o dia, nem em cripto, nem em mercado nenhum. Então, se vamos falar de “como investir”, no mercado de criptomoedas, é importante você ter isso em mente!

Sobre entender como este mercado de criptoativos funciona: você já percebeu que ele é volátil, que os preços mudam muito e, portanto, há riscos envolvidos, certo? Conforme o preço da criptomoeda que você escolheu flutua de valor, você pode ganhar ou perder o equivalente na moeda de partida, que no Brasil, costuma ser o real.

2. Pesquise sobre as criptomoedas

São muitos criptoativos para escolher. Como essas moedas digitais são projetos de comunidades, vale dar uma olhada se a comunidade é ativa, se a moeda é conhecida e tem um bom valor. Esses são indicativos de ativos interessantes.

Há moedas, como as stablecoins, que tentam fugir da flutuação tão grande de preços, tendo espécies de reservas em dólares ou outros ativos, para poderem parear seu preço. Mesmo assim, tem risco: o valor do próprio dólar pode flutuar, né? Dificilmente como o Bitcoin flutua, mas pode.

3. Encontre uma exchange segura

O próximo passo para entrar no mercado de cripto é escolher uma forma confiável de fazer isso: uma boa exchange de criptomoedas, confiável, transparente, com atendimento ao cliente fácil de achar e canais oficiais. Nada de acreditar em contatos de gente estranha por Whatsapp, hein?

4. Escolha um valor confortável para começar

Depois disso, o próximo passo é ver uma quantia com a qual se sinta confortável. É um mercado novo para você, e já te contamos que não, você não vai ganhar rios de dinheiro em um mês, portanto, vá com calma. Faça um aporte que não te deixe sofrendo de ansiedade para entender melhor.

5. Compre sua cripto, acompanhe e continue aprendendo

Você fez todos os passos anteriores e, agora, comprou sua criptomoeda. Ótimo. Acompanhe, entenda a movimentação dela, veja se está se comportando conforme você esperava e continue se atualizando, se preparando para comprar a próxima cripto – são tantas para escolher!

Para facilitar, anota aí um resumão dos passos para começar com criptomoedas:

  • Entender melhor como as criptomoedas que você quer funcionam, dando uma olhada nos gráficos de preço e na comunidade dela;
  • Encontrar uma exchange de cripto confiável;
  • Escolher um valor em reais para aportar que não te deixe sofrendo: é um primeiro passo para, depois, aportar mais.

Preços de criptomoedas e análise de gráficos de mercado

A gente te falou que, pra começar, é preciso entender como funciona o mercado de Bitcoin e outras criptos e que parte disso é ver o comportamento da moeda digital que escolheu, né? Vamos te contar um pouco mais sobre isso, então.

Como os preços variam muito, as exchanges costumam mostrar gráficos com oscilações de preço. Os mais usados têm “candles” ou velas e essa cara aqui:

Gráfico de velas ou candles mostrando os preços de Bitcoin para ilustrar o mercado  de criptomoedas

Ele tem esse nome de candle porque os retângulos na vertical se parecem com velas. Existem velas verdes e vermelhas. Cada uma representa um intervalo de tempo (o tempo que você escolheu, entre 1min e 7 dias). Você pode escolher se ele é desde o último minuto até toda a última semana. 

Se o preço está subindo, temos a vela verde, com a parte de baixo dela mostrando o valor de abertura do período escolhido, e a parte de cima, o valor de fechamento (mais alto, porque a moeda está subindo). O preço em queda tem a vela vermelha e, aí, o valor mais alto, em cima, é o de começo do intervalo (abertura), e o de baixo é o de fechamento (fim do intervalo).

Pelas cores intercaladas no gráfico de preço do Bitcoin na Bitso que demos de exemplo, você percebe o quanto o preço varia. Mas também consegue ver se, no geral, a tendência é de subida ou de queda – ou, melhor dizendo para ambientar o vocabulário da área, de alta ou de baixa.

O mercado de Bitcoin mostra que esta é a cripto com o preço mais alto hoje. Mas existem ativos digitais de todos os preços. E, mesmo sendo caro, quem compra Bitcoin não precisa comprar um inteiro: pode comprar apenas frações, conhecidas como Satoshis – independente do preço da moeda digital, numa boa exchange, é você que escolhe quanto quer gastar.

Entender a oscilação dos preços e o histórico dos ativos é vital para se familiarizar com a forma como funciona o mercado de criptomoedas.

Quais os riscos no mercado de criptomoedas?

Sim, ele existe e, se você chegou até aqui, já leu algo sobre isso. Mas é tão importante que você entenda que há riscos envolvidos, que a gente separou uma parte só para falar disso.

O maior risco no mercado de criptoativos tem a ver com a flutuação de preços. Ninguém pode garantir lucro. O maior valor das criptomoedas está no que a comunidade vê de potencial para elas: gira muito em torno de percepção.

E essa percepção faz o preço mudar: um acontecimento na China, uma notícia em El Salvador, a declaração de um famoso, isso tudo e muito mais pode fazer um ativo digital flutuar para cima ou para baixo.

Diferente de uma aplicação em renda fixa ou até mesmo de colocar seu dinheiro na poupança, quando você compra moedas digitais, assim como numa compra de moedas tradicionais de outros países, você não tem rendimento nem garantia de que o valor desse ativo vai subir se comparado ao nosso real.

O risco é mais eminente do que uma moeda tradicional, porque o real, o dólar ou as libras têm governos e bancos centrais por trás que, em caso de movimento brusco de queda ou de subida acentuada, podem intervir para tentar controlar. Isso, como você pode imaginar, tem prós e contras, né?

Por conta dos contras, com criptoativos, a ideia é não ter ninguém controlando. Um sistema descentralizado, P2P, com muita tecnologia e inovação por trás, sem dúvida, mas com este risco envolvido de não ter garantia de rendimento ou estabilidade.

O futuro do mercado de criptomoedas

Muitos especialistas debatem o futuro do mercado de criptomoedas, e não há um consenso. Ainda assim, temos algumas das principais possibilidades para mostrar para você.

Existem inúmeras alternativas quando falamos do futuro das criptomoedas. Este mercado gira em torno de inovação tecnológica para levar acesso ao dinheiro e a transações a qualquer lugar ou pessoa, sem depender de sistema bancário. Pensa em quanta gente nesse mundo está, infelizmente, fora desse grupo e não tem esse acesso… Pois é!

Por isso, há muitas formas de pensar no futuro cripto: ele pode se tornar uma excelente alternativa ao sistema tradicional, pelo seu alcance internacional e fácil acesso. Sem falar que, embora sejam voláteis, criptoativos têm sido considerados uma alternativa interessante para se proteger em países com hiperinflação.

Conforme a tecnologia avança, com possibilidades de contratos inteligentes e apps descentralizados, novos usos de criptoativos surgem, o que mostra mais uma possibilidade.

Aliás, essa tecnologia já chegou até às artes. Já ouviu falar de NFTs? Pelo blockchain, rede em que as criptos habitam, pessoas fazem uma espécie de upload de arte digital assinada (para que não seja duplicada) e vende por ali com um tipo de certificado de autenticidade. Mais um caso de uso que mostra o quanto o futuro promete para o mercado de ativos digitais. 

As 5 criptomoedas mais famosas

A gente não quer te dizer que quem tem fama é melhor, tá? Nada a ver! Só que, no caso de criptomoedas, ser famosa pode importar. As moedas digitais mais famosas tiveram um tempo para se provar no mercado de cripto, e foi isso que provavelmente atraiu a fama delas.

Lembra que uma das formas de avaliar um criptoativo era justamente saber se ele tinha essa boa reputação? Então! Aqui estão os ativos mais conhecidos do mundo cripto.

  1. Bitcoin (BTC): a primeira criptomoeda e a de maior valor claramente tinha que estar nessa lista. A gente acha que nem precisa explicar por que, mas vamos lá: como o mercado de Bitcoin funciona muito bem, ele está por aqui há mais de uma década, tem se valorizado atingindo altas históricas ano após ano, já virou curso legal em um país e muitos famosos amam! A longevidade desse projeto é um grande indicativo de solidez e confiabilidade.
  2. Ethereum (ETH): a moeda mesmo se chama Ether, mas todo mundo chama de Ethereum, então, vamos manter, né? Muita gente vê na rede Ethereum a maior inovação cripto que surgiu depois do Bitcoin por conta das novas utilidades: além de ativos digitais, o blockchain de Ethereum permite outros diversos aplicativos financeiros descentralizados – chegamos a citar os contratos inteligentes e os apps descentralizados (dApps) lá em cima, né?
  3. Chainlink (LINK): tem muita gente que precisa de algo mais tangível para acreditar nos ativos digitais. É aqui que o Chainlink entra na nossa lista: ele une o digital e o real. Sendo uma rede de oráculo, o Chainlink funciona como ponte entre os dados do mundo real e os contratos inteligentes do blockchain, com atualizações dessas informações em tempo real. O token, Link, que é o criptoativo que as pessoas transacionam, ajuda a manter essa rede funcionando. 
  4. Litecoin (LTC): uma das moedas digitais que surgiu na “rabeira” do Bitcoin, o Litecoin se coloca em “segundo lugar” em relação ao Bitcoin: se o Bitcoin é o ouro digital, o Litecoin é a prata. Seu projeto é muito parecido com o de Bitcoin, porém, um de seus diferenciais é ser mais “light”ou “lite”: isso deixa o tempo de transação mais rápido.
  5. Cardano (ADA): esse ativo digital foi criado com base em pesquisa feita por engenheiros, matemáticos e especialistas em criptografia, e tem sido o grande queridinho do momento. Só a gente sabe quantos pedidos recebemos para listar essa aqui na Bitso! O blockchain de Cardano foi elaborado com base em muita experimentação e feedback da comunidade, depois que o grupo responsável por ele discordou de alguns rumos tomados no projeto de Ethereum.

Já está se sentindo pronto para começar com cripto? Ótimo. Agora, se quiser continuar se informando – o que vai ser essencial para uma cripto-jornada de sucesso -, que tal seguir a Bitso também nas redes sociais? Te esperamos por lá!