O que é criptomoeda? Tudo que você precisa saber para entrar no mundo das moedas digitais!

Capacete de astronauta representando o mundo das criptomoedas

O que são criptomoedas, onde vivem, do que se alimentam? É isso que a gente vai ver aqui hoje.

As criptomoedas (também conhecidas como ativos digitais ou moedas digitais) são uma espécie de evolução do dinheiro e uma grande novidade para o sistema financeiro. E, como toda novidade, a gente sabe que elas ainda causam muita dúvida.

Por isso, vamos explicar com muito cuidado e detalhes o que é uma criptomoeda, para você ficar por dentro, entender como funcionam, como comprar, como vender criptomoedas e muito mais.

Aliás, depois desse guia, você até conseguirá explicar para os amigos o que são criptomoedas – vai ter gente pedindo! Vamos lá?

Quem criou a criptomoeda?

Muito se fala sobre Satoshi Nakamoto, o pseudônimo usado para se referir à pessoa (ou seria um grupo de pessoas?) que criou a criptomoeda mais famosa, o Bitcoin. Porém, nem todo mundo sabe que o conceito que deu base para criar as moedas digitais veio antes disso.

Na década de 1990, surgiu um movimento chamado Cypherpunks. Os participantes tinham uma grande preocupação com a privacidade das pessoas, ainda mais numa sociedade tão tomada pela exposição.

Com um debate focado em privacidade em meios eletrônicos e o uso de criptografia para isso, as ideias iniciais sobre uma moeda virtual começaram a aparecer em discussões desse grupo. Assim, a pergunta “quem criou a criptomoeda” acaba tendo uma resposta complexa.

Dinheiro digital, sistemas de reputação com pseudônimos, todos os pilares que dão base para definir o que é criptomoeda podem ser vistos nas conversas dos Cypherpunks.

Então, embora Satoshi Nakamoto seja mais famoso nesse quesito, quando falamos de quem criou as criptomoedas – ou a maior parte das ideias que até hoje funcionam como sustentação para elas -, a resposta mais precisa é: foram os Cypherpunks.

A começar por desenvolverem, aprofundarem e melhorarem o uso de criptografia, que é o “cripto” em “criptomoedas”.

Mas o que é criptomoeda, afinal?

Moeda, você já conhece bem: é dinheiro, certo? Agora, o que é “criptomoeda”? Não, não tem nada de kriptonita nessas moedas – até porque kriptonita começa com “k”, né? O “cripto” de “criptomoeda” vem de criptografia, a principal discussão dos Cypherpunks.

As criptomoedas são ativos digitais. Chamamos de moedas porque elas têm valor, as pessoas pagam por elas. A criptografia, que é uma cifragem para esconder dados de forma a só deixar a pessoa certa ter acesso, é usada para manter tanto a privacidade na rede aberta que elas habitam quanto a segurança.

Vamos começar falando da inovação que esses ativos digitais trouxeram para você entender melhor.

Já falamos que a primeira moeda digital a ser lançada com sucesso foi o Bitcoin. Suas maiores inovações ilustram o conceito principal das moedas digitais:

  • É um ativo internacional (pode ser usado em qualquer lugar do mundo)
  • Não depende de bancos ou governos para emissão (é descentralizado e regido pela comunidade)
  • Sua existência é 100% digital, transparente e de código aberto (qualquer um pode verificar os registros, mas as pessoas se mantêm anônimas)

Como as criptomoedas trazem essa grande inovação de serem moedas digitais descentralizadas, que não são emitidas nem por bancos nem por governos, elas precisam da parte “cripto”, de “criptografia”, para adicionar a camada de segurança ao seu funcionamento.

A tal rede descentralizada é formada por computadores independentes espalhados pelo mundo, e ninguém tem poder para mudar, comandar nem desligar essa rede. Como é um projeto de comunidade, essa rede descentralizada é aberta a verificações, e as decisões nela são tomadas pelo grupo.

No caso dos criptoativos, a rede descentralizada na qual as moedas digitais existem é o blockchain. “Block” quer dizer “bloco”, e “chain” significa “cadeia”. Assim, o blockchain é uma cadeia de blocos interligados que registram essas decisões e transações comunitárias.

Cada novo bloco carrega um novo pedaço de código com o registro de uma nova transação (compra e venda de moedas digitais, por exemplo) junto com todos os registros do bloco anterior, para formar essa cadeia.

Resumindo o que é uma criptomoeda:

  • CRIPTO vem de criptografia
  • MOEDA vem do fato de elas valerem dinheiro
  • CRIPTOMOEDA são moedas digitais criadas por meio de sistemas de códigos e criptografia avançados.

Esse processo de “criação” de novas moedas digitais no blockchain junto com o registro das transações pode ser feito por algo chamado de mineração, mas não tem nada a ver com a mineração clássica de metais preciosos. Peraí que a gente te explica como é essa história de minerar criptomoedas.

Como minerar criptomoedas?

O processo de mineração de criptomoedas é, basicamente, um processo de validação de dados feito por pessoas independentes com computadores potentes chamados de mineradores.

Esses mineradores, no caso de criptoativos como o Bitcoin, são pessoas ou grupos independentes uns dos outros, não representam uma empresa única ligada ao ativo ou moeda minerado, e é por isso que eles são parte importante de toda a ideia por trás do mundo de cripto.

E como se minera criptomoedas? Lembra que explicamos sobre a rede descentralizada? Pois é, os mineradores se conectam a ela (o blockchain) e verificam tanto a emissão de novas moedas digitais, quanto as transações de compra e venda desses ativos, para ter certeza de que está tudo nos conformes.

Ou seja, sempre que alguém envia ou recebe uma criptomoeda, isso precisa ser validado antes de ir para o registro público do blockchain e, em muitos casos, isso acontece por meio da mineração.

Para fazer a verificação da mineração, o minerador precisa achar a solução de um problema matemático complexo gerado algoritmicamente. E a operação só é considerada completa e válida depois de passar por isso.

Agora, pensa aqui com a gente: se cada bloco do blockchain passa por essa validação por mineradores via supercomputadores, e se todos os blocos carregam com eles as transações registradas anteriormente, tudo isso num registro digital público, dá para entender como mudar isso para fazer uma transação falsa fica difícil, né?

E antes que você pergunte: os mineradores também não têm interesse em burlar esse sistema, porque isso enfraqueceria justamente o trabalho deles. Eles recebem uma fração das criptomoedas que ajudam a criar, então, precisam dessa confiança.

Um extra pra essa parte, pra você esbanjar conhecimento quando for falar de criptomoedas: a mineração é apenas um dos protocolos de consenso e usa “proof of work” (PoW) ou prova de trabalho, que é o que a gente descreveu aqui para as validações, mas nem todo ativo digital funciona com ele.

Existem outros protocolos de consenso (que ajudam a comunidade a concordar com criação e validações) no blockchain: “proof of stake” (PoS) ou prova de participação (uma pessoa com participação na rede faz a validação e é escolhida de forma aleatória) e “proof of authority” (PoA) ou prova de autoridade (as validações são feitas por contas autorizadas em um processo automatizado).

Como comprar criptomoedas?

Agora que você já entendeu o que é uma criptomoeda, vamos falar sobre como comprar criptomoedas. Um passo importante é escolher uma boa exchange de criptomoedas.

Imagem de usuário utilizando aplicativo da Bitso.

Exchange nada mais é do que a palavra “troca” em inglês. Como as moedas digitais não são emitidas por bancos, em geral, elas são trocadas entre as pessoas por meio de serviços que têm esse nome: exchange.

A primeira coisa que você precisa saber é que, como tudo nessa vida, vai ter serviços bons e serviços ruins. Por isso, comece checando com atenção o serviço ou local onde comprar criptomoedas:

  • a exchange tem um site confiável (fácil de achar e navegar, com protocolo de segurança “https” no domínio)?
  • o site da empresa ou exchange mostra formas de entrar em contato com eles?
  • eles estão nas redes sociais e interagem bem com as pessoas?
  • a empresa aparece no Reclame Aqui e o que dizem os clientes deles por lá?

Onde você vai comprar suas criptomoedas tem que ser um bom lugar! Afinal, estamos falando do seu dinheiro. Se você se sentir à vontade com o que descobrir, já pode tentar entender como será comprar moedas digitais com eles. E precisa ser fácil!

Na Bitso, por exemplo, você pode comprar criptomoedas tanto pelo computador ou notebook, pelo site, quanto pelo celular usando os nossos apps. É super prático e seguro!

Você tem tutoriais para saber como comprar todas as nossas moedas digitais, porém, o resumo é: deposite reais em sua conta, escolha sua cripto, clique no botão para converter o valor que quer e pronto!

Uma vez que você escolheu sua exchange, além de comprar, você já sabe também onde e como vender criptomoedas. Já que “exchange” é um lugar de troca, cada pessoa que se cadastra pode tanto comprar quanto vender criptomoedas na mesma plataforma.

Qual criptomoeda comprar?

Quando você entrar na sua exchange escolhida, vai notar que ativos digitais são um mundo. Não tem só uma, e é aí que vem a dúvida: qual criptomoeda devo comprar?

A maioria das pessoas conhece o Bitcoin, que a gente já comentou por aqui. Além dele, existem muitas outras. Alguns exemplos de moedas digitais  são:

E aí, qual criptomoeda comprar? Qualquer pessoa séria no meio de ativos digitais já ouviu a frase “do your own research”, que quer dizer “faça sua pesquisa”. Isso quer dizer que cada cripto vai ter uma função, um valor, um comportamento, e isso precisa ser estudado.

Valorização das criptomoedas

Muita gente pergunta como funciona a “valorização” das criptomoedas para resolver essa dúvida. Moedas e ativos digitais não têm um rendimento, como um investimento que nem a poupança – elas apresentam flutuação, também chamada de volatilidade.

Essa flutuação acontece tanto com as criptomoedas, quanto com as moedas fiduciárias (moedas tradicionais, como real ou dólar). Tem dia que o real está valendo mais, tem dia que está valendo menos, né? É essa a ideia.

A diferença é que a maioria das moedas digitais é volátil, isso quer dizer que o preço delas flutua, tanto para cima quanto para baixo de forma bem mais rápida e com saltos bem maiores. Aprender a ficar de olho no mercado para fazer suas escolhas é essencial!

Os ativos do mundo cripto envolvem riscos. Ninguém – de verdade, NINGUÉM!!! – pode te prometer retornos garantidos (aliás, esse pode ser outro ponto para avaliar na hora de escolher sua exchange, tá? Se prometer lucro certo, alto e rápido, corre que é furada!).

Por outro lado, as modas digitais são um avanço tecnológico incrível e prometem ser o futuro do dinheiro, sem fronteiras, com possibilidades muito além do que imaginamos e das quais ainda vamos falar muito por aqui. É isso que uma pesquisa vai te mostrar para te ajudar a escolher qual criptomoeda comprar.

Não quer nem olhar para flutuação? Dê uma olhada no que chamamos de “stablecoins” para começar, porque elas flutuam menos, já que acompanham de 1:1 o valor do dólar norte-americano. Caso se sinta mais à vontade com a flutuação, você também pode começar com uma compra menor para ver como funciona e entrar nesse mundo.

Como começar com criptomoedas?

Você chegou até aqui, e agora já entendeu o que são as criptomoedas? Ótimo. Hora de comprar sua primeira cripto.

A Bitso é uma exchange de criptomoedas internacional, que cumpre todos os requisitos de segurança para que as pessoas que nos escolhem tenham tranquilidade.

Uma dica básica para começar com ativos digitais é escolher um valor com o qual você se sinta à vontade para entender melhor.

Se cadastrando na Bitso, você pode começar a comprar e vender criptomoedas a partir de R$25, nosso time de suporte está à disposição junto com tutoriais na Central de Ajuda e nossas redes sociais estão sempre abertas para você.

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O Time Bitso é formado por especialistas em criptomoedas, garantindo informações seguras e precisas sobre o mundo cripto.