Meios de pagamento digital: um guia completo!

Tem coisas na vida que, quando chegam, encaixam tão bem que não sabemos nem como era possível viver antes disso. A internet, o e-mail, o smartphone, os aplicativos de mensagens… Como era viver sem isso? Outro item que está sempre em revolução para facilitar tudo são os meios de pagamento digitais. Já reparou o quanto usar dinheiro em papel está ficando cada vez mais obsoleto?

A velocidade em que as coisas avançam é cada vez maior. Olhando para a história do dinheiro, levamos um tempo razoável para parar de trocar coisas (escambo) e colocar tudo em uma mesma base (o dinheiro). Mas, nas últimas décadas, vimos avanços incríveis acontecerem: do papel moeda para os depósitos bancários, os cheques, caixas eletrônicos e, mais recentemente, meios bastante diversos de fazer pagamentos digitalmente.

Neste artigo discutiremos alguns dos meios de pagamento digital que mais podem ser úteis nos dias de hoje. Um pequeno spoiler: até nesses meios temos do mais analógico (como mandar uma carta) ao mais moderno e presente o tempo todo (como mandar um e-mail). Vamos lá!

Um pouco de história explica a praticidade que temos hoje

Um aspecto que talvez você não saiba, mas que é válido comentar, é o fato de que o dinheiro como conhecemos hoje tem como origem uma montanha de crédito: a imensa maioria desse dinheiro vem de empréstimos que são realizados entre pessoas dentro do sistema bancário. Ou seja: não necessariamente dá pra ter acesso a todo dinheiro do mundo de uma vez só, porque boa parte dele hoje é apenas digital, números em uma tela, não papel moeda.

Durante muito tempo havia necessidade de, para emitir moeda, ter algum tipo de lastro, algo que comprovasse o valor daquele papel que as pessoas trocavam entre si. Em boa parte do século passado, esse lastro era a quantidade de ouro que um país possuía. Não dava simplesmente para sair imprimindo papel moeda com base em nada.

Isso mudou com o fim do chamado padrão-ouro (essa possibilidade de só imprimir papel moeda com base nas reservas de ouro que o país possuía), que permitiu que Bancos Centrais pudessem ter maior flexibilidade quando o assunto é a oferta de moeda.

Junto dessa mudança, que ficou marcada mais dos anos 1970 em diante, o sistema bancário tradicional também passou a se utilizar dessa lógica e ampliar a chamada alavancagem (o quanto do dinheiro acaba se multiplicando como empréstimos dentro do próprio sistema).

Possivelmente você está se perguntando sobre os motivos desses detalhes terem sido contados, mas eles importam bastante quando pensamos na personagem principal deste artigo: pagamentos digitais são uma realidade cada vez mais presente em um mundo que leva tanto a praticidade quanto a digitalização de possibilidades de pagamentos a sério.

Certamente teríamos um mundo muito menos flexível em termos de pagamentos digitais caso a possibilidade fosse reduzida ao quanto de ouro nosso país tem. Então, dessa maneira, podemos ligar essa mudança no sistema financeiro global a essas possibilidades revolucionárias que temos hoje.

O que é então um meio de pagamento digital?

Podemos chamar de meio de pagamento digital alguma ferramenta que permite que uma pessoa use da função de pagamento do dinheiro sem precisar pegar em papel moeda, apenas utilizando alguma tecnologia embutida em plataformas de diversas empresas do mercado financeiro.

Interessante apontar que é válido mesmo falar em “tecnologia embutida”, porque geralmente o que temos é algum meio que muda apenas de nome de instituição para instituição financeira, funcionando da mesma maneira (ou uma forma muito parecida) para todas elas.

Podemos sim ter casos em que uma instituição financeira é tão inovadora que acaba inventando um meio de pagamento digital, mas geralmente elas apenas mudam detalhes (ou mesmo o nome) de como aquele meio funciona, até para, desse modo, poder seguir um mesmo padrão que as pessoas considerem adequado.

Tipos de meios de pagamento digitais

Lembra do que falamos sobre novidades serem cada vez mais dinâmicas nesse assunto? Então: levando em conta as possibilidades mais recentes que temos, podemos colocar os meios de pagamentos digitais divididos nas seguintes caixas: local de funcionamento (apenas nacionalmente ou globalmente), tempo de operação (instantaneamente ou não) e a conexão com o sistema tradicional (usando apenas moedas fiduciárias ou também criptomoedas).

Feita essa breve apresentação de categorias, vamos então a cinco tipos que você pode encontrar, junto de suas vantagens e desvantagens!

DOC/TED: o mais tradicional da lista

Este meio de pagamento digital é talvez o mais conhecido e presente que temos. Basta abrir uma conta em uma instituição financeira que você se deparará com essas duas possibilidades. DOC é a sigla para Documento de Ordem de Crédito e TED significa Transferência Eletrônica Disponível.

DOC veio primeiro e TED veio depois, mas ambos fazem a mesma coisa: permitem que uma conta em instituição financeira faça uma transferência eletrônica de dinheiro a outra conta. A diferença é que aquele que veio antes executa a operação no dia útil seguinte e o segundo faz isso em até meia hora (mas levando em conta o horário bancário, porque se tiver estourado, só irá efetivar a transação no dia seguinte).

Esses dois funcionam apenas nacionalmente, funcionam de acordo com o horário do sistema bancário (DOC efetiva no dia útil seguinte e TED no mesmo dia se estiver no horário) e é apenas possível fazer isso com moeda fiduciária (no caso, o real).

Vantagem maior é o fato de que permite reversão caso seja necessário, mas a desvantagem é ficar dependendo do horário bancário, o que pode te deixar em situação complicada em um fim de semana, por exemplo. Em bancos digitais mais recentes não apresenta tarifas, mas na imensa maioria dos casos você irá pagar alguma taxa para usar essas ferramentas.

SWIFT/BIC: tradicional, mas conectado com o mundo

Com este meio de pagamento digital você pode fazer mais ou menos como o DOC/TED, mas agora para o resto do mundo. Essas duas siglas não são o nome da tecnologia, mas são os meios que permitem que a transação ocorra: SWIFT significa Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication e BIC é o Bank International Code.

Através desse meio de pagamento digital você manda a chamada remessa de câmbio, o que significa que, com a moeda fiduciária que você tem em seu país, consegue converter por esse meio na moeda fiduciária do outro país e então fazer a transferência. Nesse caso, a utilidade é apenas internacional, entre países – e apenas no sistema tradicional, de moedas fiduciárias.

A vantagem aqui é a de poder enviar dinheiro ao redor do mundo mesmo que não tenha com você todas as moedas globais, mas aparentemente para por aí, porque de resto envolve muitas dificuldades: uma operação como essa pode demorar literalmente semanas para ser efetivada, demanda um operacional complicado e costuma ter taxas elevadas. Uma burocracia que não combina muito com a busca de facilidades atuais.

PIX: o filho mais novo e queridinho

Tão presente hoje em dia que é difícil imaginar que não existia antes de novembro de 2020, quando foi lançado oficialmente. Este meio de pagamento digital traz como revolução o fato de que, tal qual você faz quando quer mandar um e-mail, envie dinheiro de uma conta a outra sete dias por semana, vinte e quatro horas por dia – ou seja, sem a limitação do horário bancário que DOC e TED têm sobre si.

Essa ferramenta funciona apenas nacionalmente e dentro do sistema tradicional (com nossa moeda fiduciária), executando as transações de maneira imediata. Outra praticidade que traz é o fato de que, diferente do que acontece nos dois tipos anteriores, você não precisa de um monte de dados para executar a transferência: basta apenas ter uma chave.

Essa chave, que pode ser um telefone, um CPF, um e-mail ou algum outro item gerado aleatoriamente no momento da transação, engloba todos os dados da pessoa que irá receber o recurso do outro lado. Então, de “me passa sua conta corrente, agência, CPF, nome…”, a operação se reduziu a “me passa sua chave PIX”.

Apesar de recente, caiu no gosto popular: segundo estatísticas do Banco Central, em janeiro de 2022 quase 400 milhões de chaves PIX estão cadastradas, mais de 110 milhões de pessoas físicas e mais de 8 milhões de pessoas jurídicas utilizando a rede, tudo isso de maneira ampla em todas as regiões do Brasil e também faixas de idade.

O meio que vem para quase substituir o dinheiro tem, no entanto, uma grande dificuldade: sua possibilidade de transferir recursos é tão rápida que usuários têm sido vítimas de golpes com mais frequência. Alguém se passando por pessoa conhecida solicita dinheiro dizendo estar em apuros e, sem a limitação do horário bancário, pode ser que a pessoa acionada faça a transferência.

Problemas como esses têm sido analisados pelo Banco Central e soluções novas são implementadas com frequência, mas cabe apontar que essa é uma problemática real.

Carteiras digitais: desbancarizando

Hoje temos bancos digitais cada vez mais presentes, mas até poucas décadas atrás você só tinha a possibilidade de se inserir no sistema financeiro para movimentar dinheiro de uma ponta a outra se tivesse conta em alguma instituição bancária. Essa novidade aqui muda o jogo: não precisa mais ter conta em banco, só um “depósito pessoal e digital” de dinheiro.

Aqui o funcionamento é híbrido: existem possibilidades apenas nacionais, mas também você pode encontrar aplicativos que te permitem enviar dinheiro para outros países (com conversão entre moedas fiduciárias). Mas tudo sempre dentro do modelo tradicional e fiduciário.

O tempo de operação costuma ser bastante rápido, quase sempre de maneira instantânea. Mas a limitação aqui é que, se por um lado não é preciso ter conta em banco, por outro, alguma outra ferramenta externa pode se tornar necessária – como um cartão de crédito que efetue as transações.

Ah! E temos as carteiras digitais de criptomoedas (as wallets), que permitem o envio de recursos para outras carteiras critpos. É importante ficar sempre de olho nas taxas cobradas na transferência e no tempo para a operação se concretizar na blockchain utilizada. Isso varia muito de projeto em projeto, beleza?

Bitso Transfer: abrindo a praticidade ao universo cripto

Como meio de pagamento digital mais moderno temos o Bitso Transfer. Essa ferramenta é um caso daqueles que discutimos sobre quando uma empresa inventa um modo novo de fazer as coisas.

Aqui, você consegue mandar real (moeda fiduciária) ou mesmo criptomoedas entre pessoas que têm conta na Bitso, bastando para isso ter o e-mail ou número de celular que a pessoa tenha cadastrado para abrir a conta. Rápido e prático como PIX, mas permitindo inclusive fazer isso fora do sistema tradicional e fiduciário.

Duas vantagens adicionais são o fato de que você também pode transferir por QR Code (basta escanear com o aplicativo da Bitso aberto e autorizar a transação) e a pessoa do outro lado não precisar ter conta na Bitso (se você transferir e ela não tiver, receberá junto um link para abertura de conta e, assim que abrir, já terá o dinheiro lá depositado).

A maior limitação é que uma ideia tão inteligente está apenas na Bitso, mas é bem fácil vencer essa barreira: basta criar sua conta lá!

E aí, qual o seu preferido?

Independente de onde você tenha recursos financeiros, com este artigo você ficou por dentro das ferramentas que envolvem pagamentos digitais mais referenciados e disponíveis em todo canto. Com altas chances você já conhecia grande parte dos meios apresentados aqui e talvez tenha conhecido o último agora.

É impressionante como os meios de pagamentos digitais estão presentes em nossas vidas, não é mesmo?

O Time Bitso é formado por especialistas em criptomoedas, garantindo informações seguras e precisas sobre o mundo cripto.