Criptomoedas ou Tesouro Direto: o que é mais indicado para você?

Não sei se você por acaso já se deu conta, mas muito em função de enormes avanços tecnológicos, estamos em um momento único quando o assunto são alternativas de investimento. Levando em conta o atual número de possibilidades, muitas e variadas são as opções disponíveis, o céu parece ser o limite!

Mas claro, o “céu ser o limite” guarda alguns desafios, merecendo nossa atenção, pois as possibilidades podem ficar abaixo do esperado e podemos ficar no eterno dilema do “(…) e se eu tivesse escolhido outra opção de investimento?”. Para evitar esse tipo de frustração, precisamos levar em conta algumas questões, como o nosso perfil na hora de optar por uma aplicação financeira e o cenário presente.

Sobre isso, geralmente somos levados a responder uma pergunta: você prefere aplicações financeiras mais inovadoras ou mais tradicionais? 

Com base nessa questão, procuraremos falar sobre dois tipos de aplicação de recursos, um tipicamente inovador e outro conhecido por ser bem tradicional, a compra de criptomoedas e o Tesouro Direto.

Dentre esses dois, qual é melhor? Ou ainda reformulando a pergunta para ser mais exato: qual é melhor para você?

O que é criptomoeda?

Criptomoeda é qualquer forma de moeda que existe digitalmente e usa criptografia para proteger transações. A principal característica das criptomoedas talvez seja a ausência de autoridade central na sua emissão ou regulação, em vez disso, utiliza-se um sistema descentralizado para registro de transações e emissão de novas moedas.

As criptomoedas não dependem de instituições financeiras para verificar transações, sendo um sistema ponto a ponto que possibilita a qualquer pessoa, em qualquer lugar, enviar e receber pagamentos. Diferente do dinheiro físico, pagamentos em criptomoeda existem como entradas digitais em um banco de dados online responsável por descrever transações específicas, o tal do blockchain.

No momento em que você transfere fundos de criptomoeda, as transações são registradas em um livro-razão público e a criptomoeda é armazenada em carteiras digitais.

Falando mais de criptomoedas, impressiona a quantidade de opções, com referência em março de 2022, de um total de 18.465 criptomoedas. Desse total, nem todas são ativas ou mesmo possuem algum valor. Então, desconsiderando esse tipo de criptomoeda, de criptos “mortas”, o número cai para cerca de 10.363 criptomoedas ativas – uma quantidade ainda bastante expressiva, não é mesmo?

Desse total de criptos disponíveis, sem dúvida mais popular e com a vantagem de ter sido a primeira a ser criada (lá no ano de 2009), chama-se Bitcoin. Para algumas pessoas, Bitcoins e criptomoedas são sinônimos. Sobre isso, mesmo com toda a importância do Bitcoin, outras criptos muito promissoras não podem ser esquecidas: Ethereum, Cardano, Solana, XRP, DAI, entre outras.

O que é o Tesouro Direto?

Se você reside no Brasil e possui Cadastro de Pessoa Física (CPF) já está credenciado para investir diretamente em títulos públicos, com isso sendo feito por meio do Tesouro Direto. São disponíveis para compra diversos títulos emitidos pelo Tesouro Nacional: Prefixados, Tesouro Selic e Tesouro IPCA.

O Tesouro Direto é uma criação do Tesouro Nacional junto com a Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), trata-se de um programa de venda de títulos públicos que é acessado por meio eletrônico (pela internet). Dentro dessa modalidade, a compra dos títulos é realizada de maneira direta, não havendo custos de intermediação. 

A respeito desses títulos, é importante destacar o seu baixíssimo risco. O risco assumido em aplicar dinheiro no Tesouro Direto, como falaremos melhor mais adiante, é conjuntural – lembrando que, por mais seguro que possa ser, todo investimento sempre possui riscos. 

Tocando no assunto rentabilidade, esses títulos podem ser do tipo pré-fixado, pós-fixado ou indexado por algum índice de preço da economia (como a taxa Selic). O investidor pode vender títulos adquiridos em qualquer momento do prazo de emissão. No caso de manter os títulos até o vencimento, o investidor terá retorno igual à rentabilidade (antes dos impostos) do momento da aplicação. 

Qual a diferença entre eles?

No começo do texto começamos entregando um pequeno spoiler sobre qual seria a diferença geral entre criptomoeda e Tesouro Direto. Pela própria explicação realizada para cada opção, já podemos ter uma pista sobre as diferenças existentes.

Como vimos, criptomoedas fazem parte do grupo de investimentos inovadores, algo relativamente recente e que cada vez mais ganha um grande número de adeptos, muito pela sua capacidade de superar padrões. O Tesouro Direto já é diferente, atua de outro modo, sendo considerado como um dos investimentos mais tradicionais do país, conhecido pelo seu nível de segurança (baixo risco).

Ao falar das inovações trazidas pelas criptos, isso possui relação com algumas de suas características, como a ausência de previsibilidade de retorno. Por essa falta de previsibilidade em relação aos ganhos potenciais, sabemos que se trata de um investimento de renda variável. 

Isso não se repete para o Tesouro Direto, que é uma aplicação conhecida pela sua relativa previsibilidade – grande em relação à média de outras opções de investimento no Brasil -, um tipo de investimento de renda fixa. Apesar disso, não quer dizer que os preços e taxas dos títulos públicos não apresentem variações no tempo, muito pelo contrário.

Mas por que o Tesouro Direto possui uma maior previsibilidade? Uma boa explicação para essa pergunta se encontra na organização do seu sistema e no controle realizado por uma autoridade central. O Tesouro Direto é um sistema centralizado, totalmente controlado pelo governo brasileiro.

E quando falamos de criptomoedas? Nesse caso, a situação é muito diferente! As criptos usam um sistema de gestão descentralizado, não existindo nenhuma autoridade central controlando e fiscalizando transações.

Quais os riscos de cada um?

É bem comum classificar um investimento como sendo de menor ou maior risco. Apesar disso, não tem jeito, todo investimento possui algum tipo de risco, que pode aumentar ou diminuir a depender do contexto.

Sobre as criptomoedas, é importante notar que existe diferença de risco até mesmo entre cada criptomoeda – já comentamos a respeito das inúmeras opções de criptos. Mas, no geral, em relação aos riscos das criptomoedas, destaca-se a volatilidade de preço no curto prazo e a ausência de uma regulamentação específica, como existe no mercado tradicional.

A volatilidade tem a ver com a quantidade de vezes que o preço de um ativo varia. Quando o assunto são criptomoedas, é possível perceber que se trata de uma aplicação com preços que costumam variar bastante, pelo menos no curto prazo.

Quanto à regulamentação, esse é um assunto ainda incipiente em muitos países, embora tenha avançado consideravelmente nos últimos meses, também no Brasil. 

Em relação ao risco do Tesouro Direto, considerado por muitos como o investimento “mais seguro do Brasil”, já comentamos o risco conjuntural, algo que pode ocorrer em função de uma grande crise econômica, por exemplo, que tenha o potencial de afetar as contas do governo. Atualmente, em função de diferentes eventos globais (pandemia, guerras, entre outros), um risco do tipo conjuntural não parece ser algo tão improvável, não é mesmo?

Nesse caso, vale a pena lembrar, você estará emprestando dinheiro direto para o governo. Como há várias formas do governo ‘arranjar’ essa grana para te pagar – como por exemplo emitindo mais dívida, aumentando impostos ou ainda reduzindo seus gastos – a chance de um calote é muito baixo.

Vantagens e desvantagens de cada um

As vantagens em um investimento costuma ser “o pote de ouro no final do arco-íris” para todo investidor, desde os pequenos até aos maiores. Então vamos para eles!

Sobre as vantagens das criptomoedas, podemos falar da segurança. “Segurança? É isso mesmo que eu estou lendo?” – você deve estar se perguntando agora. Mas sim, é isso mesmo! Apesar de não haver nenhuma autoridade central, a alta tecnologia (cada vez mais avançada) das criptos garante a manutenção de um ambiente seguro e transparente para as transações.

A ausência de uma autoridade central, que também pode configurar como um risco não deixa de ser uma vantagem visto por outro prisma. Sem nenhum tipo de autoridade no controle, ditando uma série de regras, as transações tendem a se tornar menos burocráticas e mais fáceis de ocorrer.

Ainda não podemos nos esquecer do ótimo desempenho das criptos, principalmente do Bitcoin, a médio e longo prazo. Com o passar do tempo, a tendência é que o Bitcoin se valorize em relação ao real, fazendo que essa cripto seja um ativo deflacionário, ou seja, que mantenha o seu poder de compra ao longo do tempo.

Em relação às vantagens do Tesouro Direto, podemos falar da acessibilidade. O Tesouro Direto é um tipo de investimento acessível até mesmo para pequenos investidores, dado a possibilidade de se aplicar quantias menores que R$50,00.

Claro, ao falar do Tesouro Direto, não podemos nos esquecer do baixo risco, pois esse é um tipo de investimento que costuma se destacar pela segurança. A respeito disso, uma consideração, essa segurança não é trazida por alta tecnologia e sim pela existência de uma autoridade central – lembrando que a ausência de autoridades centrais, como já falado, pode ser enxergada como uma vantagem.

Não só de vantagens vive um investidor, por esse motivo também precisamos falar das desvantagens, presentes em qualquer tipo de investimento.

Entre as desvantagens das criptomoedas temos a elevada volatilidade no curto prazo, a existência de certa resistência motivada pela descentralização do sistema das criptos, além da possibilidade de riscos cibernéticos – importante observar que o avanço da tecnologia utilizada nas criptos cada vez mais reduz esse tipo de desvantagem.

No caso do Tesouro Direto, as desvantagens são o rendimento baixo, os retornos razoáveis só no longo prazo e o resgate antecipado de títulos – que pode acontecer por uma questão de necessidade -, que pode reduzir a expectativa de ganhos do início da aplicação. Como observação, poderíamos incluir também a existência de uma autoridade central que, em teoria, pode elevar a burocracia e tornar menos ágeis as transações.

Como identificar qual é melhor para colocar o meu dinheiro?

A decisão de colocar dinheiro em uma aplicação envolve inúmeras questões. Grande parte dessas questões são pessoais e formam o perfil de cada investidor. Por isso que, mais importante do que saber qual é o melhor investimento, é saber qual o melhor investimento para você.

A partir da discussão realizada em relação às criptomoedas e ao Tesouro Direto – suas características, diferenças, riscos, vantagens e desvantagens – provavelmente você já se identificou com um e/ou com outro tipo de investimento. Essa identificação depende muito do seu perfil para investir.  

Além disso, qualquer tipo de investimento também envolve uma análise a respeito do cenário. Por exemplo, considerando um título do Tesouro Direto atrelado à Selic, a opção por esse investimento se torna extremamente ruim no caso de uma Selic muito baixa (qualquer investimento de renda fixa seria bastante desvantajoso nesse cenário).

Considerando as criptomoedas, podemos citar as diferentes restrições impostas pela China, como forma de proibir a transação dessas moedas por lá. De fato, apesar de ter acarretado em relativa turbulência no preço das criptos, essas medidas de restrição mostraram-se falhas com o tempo. Importante observar que o sistema descentralizado das criptomoedas dificulta qualquer medida de restrição.

Desse modo, na hora de colocar o seu dinheiro em uma aplicação, é necessário analisar o seu perfil para investir e o cenário no momento do investimento. E, também, entender que sua carteira de ativos pode (e deve!) ser diversificada, ou seja, pode ter tanto Tesouro Direto quanto criptomoedas. A arte está em definir a distribuição desses dois ativos (e outros que você escolher) em relação ao todo. Esses percentuais vão variar dependendo do seu momento de vida e, claro, do seu perfil de risco.

Mas, ao considerar apenas o horizonte de um futuro bastante próximo, levando em conta a relevância cada vez maior de sistemas descentralizados e de enormes avanços tecnológicos, é impossível não pensar nos criptoativos, não é mesmo?

Como faço para adquirir criptoativos?

Caso você tenha se interessado por essa criptomoeda que tanto tem chamado a atenção nos últimos tempos, sobretudo por uma valorização de mais de dez vezes que aconteceu em 2021, talvez tenha pensado em comprar para ter em sua carteira. 

Você pode fazer isso aqui na Bitso, com alguns simples passos:

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